Indrominado
O meu nome é João, tenho 20 anos, sou de Cascais mas nasci em Lisboa. O meu a.k.a. é INDROMINADO.Nos fins de 99 comecei a ouvir mais hip hop; o interesse pela melodia que encaixa num beat surgiu em mim....no início não ligava muito às rimas porque ainda nem sequer sabia o que era o hip hop. Hoje em dia sei que ainda tenho muito para aprender...Durante muito tempo o Diabólico cantava e eu produzia, mais tarde entrou o Vukábulo e nessa altura surgiu o nome da crew : NOL, que significava Nova Ordem Lirical...A NOL acaba por problemas internos da crew, aquelas desavenças que existem sempre dentro de uma banda, se assim lhe quiserem chamar...Algum tempo depois, o Vukábulo apresentou-me a umas pessoas que estavam dentro da cena do hip hop e que queriam voltar a cantar e, com o tempo, tudo ganhou outra cor, nome, outro ânimo, todos tinham outra pica e uma grande vontade de fazer isto que é a musica, deixando de lado o estilo... Hoje em dia o nome da minha crew é A$84 e o membros são: Viza, Neutro, Indrominado e Vukábulo, todos produzimos e se sabemos algo de musica foi graças à nossa vontade e espírito de equipa, Não é por acaso que hoje em dia continuo a produzir, já canto e já tenho um álbum editado, totalmente por mim mas foi....e saiu...Não conto assim a historia da minha vida mas a históriade um passatempo, que só com amor e dedicação é que se chega mais longe, mas não é longe na fama e na cena de ser MC, é longe na cena de mostrar a quem nos renega quem somos nós, o que queremos e pretendemos, o que defendemos, detestamos e respeitamos ou não... PAZ para todos os ke entendem isto e um abraço para o ppl da minha crew..."ppl komo vcs hj em dia é raro....ey manos por tudo..e a sério....EU AMO-VOSAntes do verão deste ano é lançada uma nova compilação integralmente produzida por Indrominado. "CONTRA TUDO" contém nomes menos sonantes dentro do hip hop nacional que se revelam com uma força impressionante dentro da industria do hip hop tuga, como DonR1, Punhos d´aço.


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Née le 16 décembre 1976 au Mozambique, Mariza grandit dans la ville de Lisbonne. C'est là qu'elle se découvre une véritable passion pour le fado, musique traditionnelle de son pays d'adoption. Elle commence à se produire sur scène et fait une première apparition télévisée en 1999 Fado Curvo, son superbe dernier album est supervisé par Carlos Maria Trinidade du groupe Madredeus. Car, avec une farouche ténacité, Mariza se fait un devoir de sortir le fado de la douleur « Même quand j'exprime des sentiments lourds, j'ai envie de le faire avec une certaine légèreté, un concert, un spectacle, c'est fait pour rendre heureux !… »

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O meu nome é João, tenho 20 anos, sou de Cascais mas nasci em Lisboa. O meu a.k.a. é INDROMINADO.Nos fins de 99 comecei a ouvir mais hip hop; o interesse pela melodia que encaixa num beat surgiu em mim....no início não ligava muito às rimas porque ainda nem sequer sabia o que era o hip hop. Hoje em dia sei que ainda tenho muito para aprender...Durante muito tempo o Diabólico cantava e eu produzia, mais tarde entrou o Vukábulo e nessa altura surgiu o nome da crew : NOL, que significava Nova Ordem Lirical...A NOL acaba por problemas internos da crew, aquelas desavenças que existem sempre dentro de uma banda, se assim lhe quiserem chamar...Algum tempo depois, o Vukábulo apresentou-me a umas pessoas que estavam dentro da cena do hip hop e que queriam voltar a cantar e, com o tempo, tudo ganhou outra cor, nome, outro ânimo, todos tinham outra pica e uma grande vontade de fazer isto que é a musica, deixando de lado o estilo... Hoje em dia o nome da minha crew é A$84 e o membros são: Viza, Neutro, Indrominado e Vukábulo, todos produzimos e se sabemos algo de musica foi graças à nossa vontade e espírito de equipa, Não é por acaso que hoje em dia continuo a produzir, já canto e já tenho um álbum editado, totalmente por mim mas foi....e saiu...Não conto assim a historia da minha vida mas a históriade um passatempo, que só com amor e dedicação é que se chega mais longe, mas não é longe na fama e na cena de ser MC, é longe na cena de mostrar a quem nos renega quem somos nós, o que queremos e pretendemos, o que defendemos, detestamos e respeitamos ou não... PAZ para todos os ke entendem isto e um abraço para o ppl da minha crew..."ppl komo vcs hj em dia é raro....ey manos por tudo..e a sério....EU AMO-VOSAntes do verão deste ano é lançada uma nova compilação integralmente produzida por Indrominado. "CONTRA TUDO" contém nomes menos sonantes dentro do hip hop nacional que se revelam com uma força impressionante dentro da industria do hip hop tuga, como DonR1, Punhos d´aço.
No outono de 1941, no dia 19 de abril, nascia em Cachoeiro de Itapemirim, pequena cidade no interior do Espírito Santo, o quarto filho do Sr. Robertino Braga e Dona Laura Moreira Braga. Naquele dia, Norma, Lauro e Carlos Alberto ganhavam mais um irmão, o caçula Roberto Carlos. ‘Seu’ Robertino era o relojoeiro da pacata cidade e Dona Laura, costureira . A família Braga morava no bairro do Recanto, numa casa modesta no alto de uma ladeira. "Zunga" foi o apelido que Roberto recebeu ainda na infância. Era uma criança normal e alegre, que adorava descer de bicicleta a ladeira perto de sua casa, empinar pipa e jogar futebol. Acompanhado dos amigos, costumava banhar-se nas águas do Rio Itapemirim, onde, com o pai e os irmãos mais velhos, aprendeu a pescar. Com seis anos, Roberto foi matriculado no colégio de freiras Jesus Cristo Rei. Tempos depois, na Jovem Guarda, sua segunda professora do Cristo Rei, Irmã Fausta, lhe daria o medalhão que até hoje não tira do pescoço. Roberto Carlos era uma criança calma e sonhadora, que passava horas ouvindo rádio, demonstrando muito interesse em música, aprendendo violão e piano -- a princípio com sua mãe e, depois, no Conservatório Musical de Cachoeiro . Roberto Carlos gostava de cinema e era freqüentador assíduo das matinês de domingo, divertia-se com as comédias e filmes de aventura e emocionava-se com os romances. Sua verdadeira paixão, no entanto, era a música. Seu primeiro ídolo era Bob Nelson, um artista brasileiro que vestia-se de caubói, cantava músicas "country" em português. Roberto gostava de cantar suas músicas. Roberto tinha apenas nove anos quando, sua mãe, dona Laura, lhe sugeriu cantar na Rádio Cachoeiro de Itapemirim, prefixo ZYL-9, no programa matinal infantil de Jair Teixeira, apresentando naquele dia por Marques da Silva. Na primeira vez em que se apresentou, cantou o bolero "Amor y más amor", sucesso na voz de Fernando Borel. "Nunca fiquei tão nervoso na minha vida. As pernas tremiam. Eu pensava que isso fosse só uma força de expressão, porque até então não tinha sentido isso. Que coisa impressionante!" relembraria, anos depois. Roberto continuou comparecendo ao auditório da rádio todos os domingos. Dona Laura arrumava o filho com roupas feitas por ela mesma. Roberto Carlos cantava e impressionava a todos com sua afinação e talento natural para a música. Assim, ainda na infância, a paixão pela música já estava em seu coração. Seus pais gostariam que ele fosse médico, mas em nenhum momento deixaram de incentivar a vocação do filho. Roberto havia escolhido a música. Nesse período de vida, o início da adolescência, qualquer menino do interior sonha em voar alto, conhecer o mundo, tentar a vida na cidade grande. Em janeiro de 1955, Roberto Carlos foi passar férias em Niterói na casa de sua tia Jovina, a Dindinha, com a intenção de se apresentar em alguns programas de rádio que davam oportunidade para novos cantores. Durante esta época, decidiu, com a aprovação de seus pais, continuar morando na rua São José, no bairro Fonseca, em Niterói, sendo matriculado no Colégio Brasil. Um ano depois, sua família se mudou para o Rio de Janeiro, estabelecendo-se no bairro de Lins de Vasconcellos. Aos 15 anos, Roberto já tinha alguma noção de música por causa das aulas de piano e teoria musical que recebera em Cachoeiro de Itapemirim. Nos programas que freqüentava, gostava de cantar o repertório de Tito Madi e Dolores Duran, como todos os grandes sucessos da época. Nesta mesma época, um verdadeiro sucesso surgiu nas lojas de discos de todo o mundo: o compacto contendo "Rock around the Clock" com Bill Halley e Seus Cometas. O ritmo era alucinante. Os instrumentos, tocados bem altos. O cantor parecia incitar a platéia à dança e à celebração. Logo em seguida, veio o sucesso de Elvis Presley, Little Richard, Gene Vincent e Chuck Berry que eram adorados pelos adolescentes. Começava a era do rock. Os jovens brasileiros, é claro, logo aderiram ao movimento. Celly Campello estoura em todas as rádios com "Estúpido Cupido". Surgem programas de rádio e TV voltados exclusivamente para o rock. "Os Brotos Comandam" é apresentado em São Paulo, na Rádio Bandeirantes, por Sérgio Galvão e no Rio de Janeiro, na Rádio Guanabara, por Carlos Imperial. Ainda na Rádio Bandeirantes paulistana, acontecia aos domingos o "Festival de Brotos", produzido por Enzo de Almeida Passos. Os domingos cariocas eram animados pelo "Alô Brotos", da Rádio Mayrink Veiga, apresentado pelo mesmo Jair de Taumaturgo que comandava, na TV Rio, o programa "Hoje é dia de Rock". Nas escolas, os professores não sabiam como reagir à nova onda. Os jovens, finalmente, tinham a sua própria música. Na Escola Ultra, na Praça da Bandeira, durante os intervalos de aula, Roberto Carlos costumava ir à sala de música junto com amigos para tocar e cantar. Otávio III, na época assistente de Chiara de Garcia, produtor do programa Teletour da TV Tupi do Rio de Janeiro, gostou do que ouviu. Os dois então deram a Roberto a oportunidade de se apresentar na TV cantando "Tutti Frutti". Em 1957, levado por um colega da mesma escola, Arlênio Lívio, Roberto Carlos passou a freqüentar a turma que se encontrava na Rua do Matoso, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá conheceu Sebastião (Tim) Maia, Edson Trindade, José Roberto "China" e Wellington. E com Arlênio, Trindade e Wellington foi formado o conjunto vocal The Sputnicks. Roberto precisava da letra da música "Hound Dog" e alguém lembrou que um outro componente da turma colecionava tudo sobre Elvis Presley: Erasmo (Carlos) Esteves. Nascido no dia 5 de Junho de 1941, carioca da Tijuca, desde cedo, Erasmo trabalhou duro. Foi office-boy, porteiro, recepcionista e vendedor, mas não se fixava nos empregos por muito tempo. A mãe de Erasmo, humilde, nunca pôde lhe dar grande conforto. Ele e Roberto tornaram-se amigos. Erasmo tinha um violão, presente de seu avô, e muitas letras escritas num caderno. Ambos tinham uma grande afinidade musical. Diferenças e semelhanças os aproximavam . Se Erasmo não se adaptava à autoridade, queria gritar e explodir, a rebeldia levava Roberto a querer "pensar livremente", cantar de olhos fechados. Erasmo vinha do subúrbio carioca, do proletariado urbano e da luta diária pela sobrevivência. Roberto carregava o provincianismo e os sonhos de um jovem do interior. Nesta mesma época, Edson Trindade sugeriu a Erasmo que, junto com Arlênio e China, formassem outro conjunto vocal: The Snakes. Roberto Carlos passou a se apresentar em clubes e festas e também com o grupo. Carlos Imperial comandava na televisão o "Clube do Rock", um quadro de 15 minutos dentro do programa "Meio Dia", de Jaci Campos, na TV Tupi, apresentando apenas artistas que tocavam o "ritmo do momento". Roberto Carlos apresentou-se algumas vezes neste programa . Imperial apresentou-o como o "Elvis brasileiro" e Roberto cantava sucessos como "Tutti Frutti", "Teddy Bear" e outros mais. Roberto Carlos passou a conviver intensamente com o rock.
Leur nom vient d’un quartier de Lisbonne, Madre de Deus.C’est là qu’en 1987, ils ont enregistré leur premier disque dans la chapelle d’un couvent du XVIe siècle. Depuis, leur musique mélancolique et déliée, qui se souvient du fado et transcende la tradition a fait le tour du monde. On l’a découverte avec Wim Wenders dans le film Lisbon Story : « Je les ai entendus par hasard dans les rues de Lisbonne, se souvient le cinéaste des Ailes du désir. Ils jouaient avec tant de plaisir, d’intensité et la voix de Teresa remplissait ce petit espace avec tant d’émotion que j’ai eu des frissons ».Teresa, c’est Teresa Salgueiro. Soprano pure et envoûtante, elle est l’âme du groupe au côté de Pedro Ayres Magalhães, fondateur de l’ensemble et principal compositeur. Depuis l’album Aïnda, un chef-d’œuvre, Madredeus a connu des turbulences, mais il a su se ressourcer et n’a rien perdu de son charme, de son talent et de sa fascination, ni de cette saudade voyageuse qui traverse les siècles et les continents : « Madredeus est un bateau dont les voiles sont la poésie et la langue portugaise, et la coque le style musical, nos partis pris les guitares classiques, l’absence de percussions. Le vent qui nous fait avancer, c’est le désir ».
Qui aurait pensé un jour que cette petite fille qui n’aime pas trop l’école et qui préfère être toujours à l’écart va devenir un beau jour une grande star applaudie par des milliers de fans ? Personne, car quand on lui posait la question Dulce Ponces répondait avec beaucoup de sérieux et après mûre réflexion qu’elle souhaiterait devenir un médecin pour guérir les pauvres gens.Mais entre l’enfance et l’adolescence que de chemin parcouru. A-t-elle vraiment changé d’avis ? Il faut dire que depuis son enfance Dulce avait un penchant confirmé pour tout ce qui est art et ce penchant-là lui est bien resté. Elle écoutait toute sorte de musique, essayait d’imiter les grandes stars et rêvait toujours… Jusqu’au jour où une grande opportunité s’est présentée à elle et sans attendre une minute elle s’est jeté corps et âme dans l’abîme de la chanson non seulement pour devenir un personnage célèbre mais aussi et surtout pour montrer ses dons et prouver qu’elle est capable de convaincre les plus exigeants des mélomanes. Et cela a marché à merveille dès le début : des chansons fort réussies qui ont retenues l’attention des compositeurs et des paroliers.Contrairement à plusieurs chanteuses de sa génération, Dulce ne compte pas beaucoup sur le matériel musical moderne (batteries, guitares électriques, tambour…) pour séduire l’assistance, elle compte surtout sur sa voix qui n’a rien à envier aux grands chanteuses contemporaines. Et c’est bien cela la force de cette chanteuse : parier sur les possibilités vocales n’est pas une mince affaire. Avec sa voix douce, elle est en mesure, en effet, de chanter presque tous les types de chanson depuis la techno jusqu’au slow music. Ces dernières prestations ont attiré la grande foule qui ne cherche qu’à passer des moments agréables en écoutant des airs de qualité dominés par une voix de rêve. Aussi, les CD de Dulce Pontes sont bien vendus dans les quatre coin du monde et cela l’encourage bien sûr à aller toujours de l’avant et à réaliser ses rêves et ses ambitions qui n’ont pas, semble-t-il, de limites. Ainsi, la jeune star ne trouve aucun inconvénient à faire le tour du monde pour faire connaître ses chansons à ces jeunes qui n’ont pas eu la chance de la voir et peut-être de l’écouter.
Blok Pataco et Sirando sont 2 frères trentenaires issus de la communauté portugaise de Cergy-Pontoise. Ils forment le groupe La Harissa, au fil de trois albums, et de shows donnés à guichet fermé, les frangins de Cergy ont inventé le "Hip-Hop Porto-Latino". Ils Ont fait une tournée au Portugal durant tout l'été.Les deux frères rappent depuis l'adolescence et débutent leur carrière professionnelle en 1996 avec un premier maxi auto-produit intitulé "Va Te Faire Enculer !". En 1997, c'est le premier album "Portos Ricos" de La Harissa qui sort. Au total, il contient 15 titres hip-hop qui n'avaient rien à envier aux sorties de l'époque, avec même un featuring des Sages Poètes De La Rue. Dès lors, les 2 rappeurs imposent leur style, suivant la trace de Cypress Hill ou des Délinquants Habits d'Outre-Atlantique. Malgré le "boycott" de la presse, ils ne vont pas laché l'affaire.Leur 2ème album voit le jour en 2000 : "Conquistador". Il est composé de sample de guitares et de sonorités portugaises : les influences porto-latino son beaucoup plus marquées. Ils rappent dans leur langue d'origine sur certains morceaux. En 2001, ils jouent devant une salle blindée de fans. Ils passent sur Canal +, France 2 et quelques chaines portugaises. Leur 3ème opus sort en 2002, c'est "Portugal Rap Star". Les textes varient : humoristiques ou très sérieux. Il dénonce le mal-être des jeunes issus de l'immigration portugaise ou de la surexploitation de cette main d'oeuvre que consitue leurs parents. Les résultats de vente sont plus que corrects : plus de 80 000 exemplaires et n°1 du top hip-hop pendant une semaine à La Fnac. Prochainement, ils pensent faire des featurings avec des rappeurs portugais.
Énorme et inattendu succès dans son pays dès sa sortie, «Os Tribalistas » est l’œuvre de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown et Marisa Monte, trois figures importantes de la scène musicale brésilienne des années 2000.Chacun des auteurs de ce coup d’éclat s’est fait connaître durant la décennie précédente en tant que novateur doté d’une imagination débordante – on peut ajouter un quatrième mousquetaire à ce groupe, le fameux Lenine, absent ici. Sans complexe, ils font flèche de tout bois, comme d’autres avant eux : Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé ou, référence qui s’impose, cet autre trio mixte nommé Os Mutantes. Ces derniers pratiquèrent dans les années soixante un rock qui, pour être psychédélique, n’en était pas moins profondément brésilien. Nos Tribalistas rallument le flambeau à l’initiative de Marisa Monte, productrice de l’album, qui a tout fait pour que les chansons écrites avec ses amis soient gravées. Même s’ils ne jouent pas la carte du rétro, il plane sur leur album un parfum de flower power légèrement acide et totalement enivrant.Toutes leurs chansons sont de petits chefs-d’œuvre de folk rock tropical. Des voix harmonieusement organisées, beaucoup de guitares acoustiques, des percussions, un peu d’électricité et d’électronique… Ainsi peut-on tenter de décrire de quelle façon se déploie le style merveilleusement indéfinissable de ces tribalistes. Peut-être pourrait-on reprendre à leur sujet le terme lancé par le tropicaliste Veloso qui parlait de « musique populaire brésilienne ».
Barreiros, o homem-espectáculo, o artista que arrasta multidões. Começou a tocar nos bailes, nas aldeias, nos ranchos folclóricos. Foi músico militar.
O ano de 1996 marcou a passagem dos 50 anos de Alceu Valença, um dos mais vigorosos e criativos artistas da música brasileira. Compositor instigante, intérprete que molda em sua voz os sentimentos que suas canções abrigam e, dono de forte presença cênica, transforma seus shows em espetáculos inesquecíveis. Conhecer e compreender sua trajetória, neste instante emblemático, pode ajudar a conhecer um pedaço significativo da história da música brasileira. Nascido no dia 1° de julho de 1946 em uma pequena cidade do agreste pernambucano, São Bento do Una, de uma família de empresários e políticos, Alceu Paiva Valença cresceu ouvindo Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, mas também Nelson Gonçalves, Ângela Maria e Cauby Peixoto. Quando se mudou para a capital, passando a morar num bairro de classe média alta, tomou conhecimento de Elvis Presley, a quem imitava, emitindo sons ininteligíveis para substituir o inglês que ainda não compreendia. Seus pais queriam mais um doutor na família e Alceu formou-se em Direito, mas não chegou a ser advogado. Trabalhou algum tempo como jornalista. Até fez um curso de verão em Harvard. Mas era a música que o atraía e que aos poucos foi dominando sua vida. Tentou a sorte em Recife, através de um show (O Ovo e a Galinha), sem qualquer sucesso. Então mudou-se para o Rio onde participou, em 1970, do Festival Universitário da TV Tupi, com três músicas, uma delas em parceria com o seu amigo pernambucano Geraldo Azevedo. Dessa convivência nasceu seu primeiro disco, Alceu Valença & Geraldo Azevedo, lançado pela Copacabana, em 1972, com arranjos do maestro Rogério Duprat. Dessa época ficou a música Talismã, em parceria com Geraldo Azevedo, ainda hoje presente no repertório dos dois artistas. Nesse mesmo ano ambos foram convidados pelo compositor e cineasta Sérgio Ricardo para fazerem, como atores, um curioso e belo filme chamado A Noite do Espantalho, que chegou a ser exibido em várias mostras internacionais, mas de pouco sucesso no Brasil. Em 1974, pela Continental, saiu a trilha sonora do filme, em que Alceu interpreta oito de suas faixas. Mas aquele ano marca a sua carreira principalmente pelo lançamento do primeiro disco individual, pela Som Livre, Molhado de Suor. Este trabalho chamou imediatamente a atenção da crítica e marcou de forma inegável o estilo Alceu Valença de fazer música. Algumas faixas, como Punhal de Prata e Papagaio do Futuro voltaram em futuros discos seus, mas o repertório todo fazia prenunciar que ele ocuparia a partir daquele momento um lugar de destaque. Na época escrevi que "sua força criativa o transforma, sem qualquer exagero, em um dos melhores compositores e intérpretes que existem por esse Brasil afora. Podem anotar, se duvidam, e cobrar futuramente" (Jornal da Cidade, 04.05.75, Recife-PE). Profecia que se realizou, facilmente, em função do extraordinário talento de Alceu. O sucesso ainda não chegara, mas estava próximo. Ainda em 1975 recebeu um prêmio no Abertura - Festival da Nova MPB, promovido pela Globo e, sem dúvida, o último grande espetáculo do gênero no país (o disco do festival sairia em 1976, pela Som Livre). Com a música Vou Danado Pra Catende, inspirada no poema O Trem das Alagoas, de Ascenso Ferreira (1895-1965), provocou um choque na música brasileira, misturando toda a sua influência num produto final cujo gênero os críticos não conseguiam definir. Aproveitando o momento favorável produziu, no Rio de Janeiro, o show Vou Danado Pra Catende, no Teatro Tereza Rachel, ainda em 1975. Os primeiros dias foram um fracasso. Então Alceu foi à luta. Montado em pernas-de-pau, caracterizado como o bobo-da-corte, seguido em cortejo pelos músicos do espetáculo, começou a fazer, ele próprio, a propaganda do seu show, percorrendo as praias e bares da cidade. A imprensa, que até então ignorava o espetáculo, apareceu e a explosão aconteceu. Todos os principais críticos musicais do Rio começaram a falar daquele inusitado artista e se instalou mesmo uma disputa do tipo "fui-eu-quem-descobriu-o-Alceu-Valença". A consagração veio com a capa e a entrevista do Pasquim, que na época era tudo que alguém poderia desejar para alcançar o sucesso. A partir deste show foi lançado o disco Alceu Valença-Vivo, em 1976, um ótimo exemplo de sua primeira fase de trabalho. O sucesso popular havia chegado, aos trinta anos, precedido do reconhecimento da crítica e aí se seguiram vários discos e shows, inclusive uma bem sucedida excursão pela Europa, onde gravou na França um disco ainda inédito no Brasil. Seguiram-se, na década seguinte, vários discos, como Espelho Cristalino (1977); Coração Bobo (1980), que trouxe o sucesso Na Primeira Manhã; Cavalo de Pau (1982), em que se destacaram Tropicana e Como Dois Animais; Anjo Avesso (1983), com a música Anunciação; Brazil Nigth - Ao Vivo em Montreux (1983); Mágico (1984), com o sucesso Solidão e Estação da Luz (1985). Diversas músicas suas foram incluídas em trilhas sonoras de novelas, algumas coletâneas foram lançadas, consolidando o sucesso. Esta segunda fase serviu também para marcar definitivamente o lado de carnavalesco de Alceu Valença. Embora sempre ligado ao carnaval de Pernambuco, somente na segunda metade dos anos 70 começou a gravar frevos, às vezes em seus próprios discos, mas principalmente através da série de discos Asas da América, iniciada em 1979, e que, além de Alceu, já trouxe dezenas de outros intérpretes cantando músicas do compositor Carlos Fernando, um assíduo parceiro de Geraldo Azevedo. O Asas da América e Alceu Valença tornaram o carnaval de Olinda conhecido nacionalmente, introduzindo uma outra linguagem, contemporânea, mantendo a mesma qualidade da música produzida por carnavalescos de Pernambuco, a exemplo de Nelson Ferreira e Capiba. E hoje, em Olinda, Alceu é sinônimo do carnaval, inclusive liderando um bloco que, às vezes, sai nas quartas-feiras de Cinza, chamado Maluco Beleza. Os últimos dez anos da sua obra se caracterizam pela maturidade do compositor e do intérprete. Ele funde ritmos tipicamente nordestinos — caminho da roça, baião, frevo, toada, côco, xaxado, embolada, xote, maracatu — com sons universais, como fado, rock e mesmo música oriental, às vezes até mesmo satiricamente, mas numa perspectiva pessoal e intransferível. Não há como rotulá-lo. Já se disse que Alceu faz forrock —ou rockatende, no dizer do maestro Júlio Medaglia — mas a sua é uma música brasileira, sem dúvida, com um sabor reconhecidamente nordestino, de São Bento do Una ou da feira de Caruaru. Suas letras têm a envergadura da produção de um poeta maior. Uma viagem pelo lirismo seria repassar sua obra, desde os primeiros discos. Mas não precisa tanto. Basta ouvir discos mais recentes, como 7 Desejos (1992), que contém pérolas como Tesoura do Desejo ou Maracatus, Batuques e Ladeiras (1994), com obras como Pétalas, em parceria com Herbert Azul, que recebeu o prêmio Sharp como a canção do ano ("As flores voam e voltam na outra estação/Só serei flor quando tu flores no verão"). O amadurecimento aparece também em sua voz, pois alcançou o equilíbrio entre seu extraordinário vigor e a correta técnica. Dominando com precisão os seus instrumentos de cantor — a voz, o violão e o corpo — usa-os em primorosa harmonia. A voz bonita já não é a pedra bruta dos anos 70, mas a jóia lapidada que passa dos mais incríveis agudos aos graves com a suavidade de vôo de um pássaro. É fascinante seu poder de comunicação com a platéia. Destaque-se que Alceu sempre se cercou de músicos competentes, que conseguem entender e transmitir sua música. No início, fazia-se acompanhar pelos músicos que formavam no Recife o conjunto underground Tamarineira Village, depois transformado em Ave Sangria. E foi sempre incorporando outros bons músicos, alguns dos quais seguiram carreira solo de sucesso. Exemplo disso é Zé Ramalho, que tocava viola em sua banda, ou Elba Ramalho, que fazia coro em suas gravações. E desde essa época do Tamarineira há um instrumentista que o acompanha e certamente já faz parte de sua música, que é o guitarrista e violonista Paulo Rafael, parceiro inclusive na produção de muitos shows e discos. Essa parceria dura mais de 20 anos (apesar de o Paulo Rafael também fazer carreira solo em discos), pouco menos que a idade do Ceceu, o filho de Alceu, que o hoje é o baterista da banda. Em suas primeiras músicas, Alceu Valença se dizia "o porta-voz da incoerência" e afirmava que "já perdeu o medo da força do vento que sopra e não uiva, em água da chuva que cai e não molha, já perdeu o medo de escorregar". Melhor para a música brasileira, pois a coragem do Alceu e sua incoerência semearam o nosso panorama musical com um trabalho vigoroso, belíssimo e criador de novos caminhos. Parabéns à música brasileira pelos 50 anos de Alceu Valença.
E o regresso do grande poeta urbano. Depois de "Mandachuva" (1998) e "Rimar Contra a Maré" (2002) Boss AC assina neste seu terceiro album de originais -"Ritmo Amor e Palavras" - uma declaraçao de amor expressa na diversidade de palavras e ritmos com que constroi a sua musica. Um disco que se aventura por diversos quadrantes sonoros e que se pode gabar de apresentar uma galeria impressionante de convidados, nacionais e internacionais. Artista polivalente e multifacetado é no palco que Boss AC da largas a toda a sua habilidade para mestre de Cerimonias por excelência. Trabalhando ja a apresentaçao ao vivo de 'Ritmos e Palavras", Boss AC prepara-se para oferecer um espectaculo de poesia urbana, cantada, dita, cuspida com a raiva, a entrega e a tenacidade daquele que sera porventura o maior MC português da actualidade. Um Verdadeiro "happening" capaz de congregar os mais defensores acérrimos da linha dura do rap, par a par com multidoes de sensibilidade pop.
