Wellington, Arthur Wellesley (1.º duque de Wellington) (1769 - 1852)
General britânico, marechal das tropas luso-britânicas durante as invasões francesas. Foi já com a patente de tenente-general que, em 1808, veio para Portugal enviado pelo governo inglês, para colaborar com as tropas portuguesas na luta contra o exército napoleónico (1.ª invasão francesa). Participou em várias acções militares e desempenhou vários cargos. Foi deputado por duas vezes (1790 e 1805), lutou nos Países Baixos contra os franceses, esteve nas Antilhas e na Índia, fez parte do Conselho de Sua Majestade e foi secretário da Irlanda. Em Portugal, logo em 1809, foi nomeado general do exército português e teve uma participação activa nas três invasões francesas. Na primeira invasão, esteve à frente das tropas que derrotaram Junot nas batalhas de Roliça e Vimeiro; na segunda, perseguiu Soult até Espanha e derrotou as tropas francesas na violenta batalha de Talavera; e na terceira, em 1810, impediu com a sua acção a chegada de Massena à capital, derrotando-o no Buçaco e obrigando-o a deter-se em frente das linhas de Torres Vedras.
Wellesley foi agraciado várias vezes e recebeu diversos títulos, quer de Portugal, quer de outras nações. Entretanto, deu-se a abdicação de Napoleão, terminou a guerra peninsular e Wellesley voltou à diplomacia e à política. Foi nomeado embaixador em França, tomou parte no Congresso de Viena (1815) e regressou novamente ao comando dos exércitos, quando Napoleão tentou ocupar o poder, ajudando a derrotá-lo na batalha de Waterloo. A seguir, foi nomeado chefe supremo das forças de ocupação em Paris, mas a sua vida diplomática e política continuou. De 1828 a 1830, foi escolhido para chefe do governo. Durante os dois anos em que esteve no poder, as relações com Portugal foram difíceis.
O seu apoio à causa de D. Miguel (rei absoluto em Portugal de 1828 a 1834) e a perseguição aos liberais portugueses que se tinham exilado em Inglaterra complicaram a situação. O descontentamento partia também dos ingleses, e Wellesley teve de demitir-se. Voltou à política por mais um ano, em 1834, como ministro dos Negócios Estrangeiros, cargo que acumulou com o de chanceler da Universidade de Oxford. Acabou os seus dias como conselheiro da então jovem rainha Vitória, falecendo no ano de 1852.