Vasconcelos, António Pedro (António Pedro Saraiva de Barros e Vasconcelos) (1939 - ?)

Realizador e produtor, natural de Leiria. Em 1957, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa, curso que acabou por não concluir. Começou a interessar-se por cinema, escrevendo para os boletins do Cine-Clube Universitário (que dirigiu entre 1958 e 1960). Foi colaborador da revista Imagem, Jornal de Letras e Artes e Diário de Lisboa.

Em 1961, partiu para Paris, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, para frequentar o curso de Filmologia na Sorbonne e Cinemateca. De regresso a Portugal, continuou a sua actividade como crítico de cinema, começando a fazer publicidade como realizador. Em 1967, dirigiu o seu primeiro filme: Tapeçaria Tradição Que Revive. Em 1969, foi co-fundador do Centro Português de Cinema, que dirigiu entre 1974-1975 e onde rodou a sua primeira longa-metragem Perdido por Cem (1972).

Foi chefe de redacção da revista Cinéfilo, professor de montagem na Escola de Cinema do Conservatório e ainda responsável pela programação do Cineclube/2, na RTP 2. Em 1979, fundou, juntamente com Paulo Branco, a V. O. Filmes que produziu e co-produziu doze longas-metragens. Em 1985, criou a Opus Filme, assegurando produções nacionais e produções executivas estrangeiras.

Entre 1990 e 1993, foi membro do conselho de administração da Fundação Media Business School, com sede em Madrid. Foi presidente do Secretariado Nacional para o Audiovisual (1991-1993). Em 1994, foi nomeado vice-presidente do Conselho de Opinião da RTP. Em 1996, tornou-se colunista da revista Visão, do semanário Independente e comentador da RDP. Nesse mesmo ano foi galardoado com a condecoração da Ordem do Infante D. Henrique.

Da sua filmografia destacam-se: Adeus, Até ao Meu Regresso (1974), Emigrantes... E Depois? (1976), Oxalá (1980), O Lugar do Morto (1984, Prémio Sony para a melhor banda sonora no Festival de Huelva), Aqui d'el Rei (1992) e Jaime (1998). Na área da produção, caracteriza-se pelo dinamismo e audácia, tendo sido um dos primeiros a potenciar as novas realidades do filme de autor.