Távora, marquês de (D. Francisco Assis de Távora) (1703 - 1759)
Foi o terceiro marquês do nome, por casamento com a marquesa D. Leonor de Távora. Nasceu em Lisboa e morreu na mesma cidade, supliciado e executado, com a sua família, durante o consulado do marquês de Pombal.
Filho de D. Bernardo Filipe Néri de Távora, era também conde de Alvor e, por afinidade com D. Leonor, sua mulher, conde de São João da Pesqueira. Pela sua alta estirpe foi nomeado por D. João V vice-rei da Índia. Durante a sua estadia de quatro anos no Oriente, bateu-se contra os piratas do Índico e conquistou aos indígenas novas posições para os portugueses.
Opositor de Pombal, viu-se envolvido na conspiração e atentado contra D. José, acusação que sempre negou em julgamento. Com o seu filho e outros membros da mais alta nobreza do reino, descontentes com a política pombalina (duque de Aveiro, conde de Atouguia, marquês de Alorna), foi preso, julgado e condenado à morte em 13 de Janeiro de 1759, tendo o apelido Távora sido proibido desde então. A ferocidade da execução e a importância das figuras envolvidas impressionou vivamente os contemporâneos, tornando-se um dos acontecimentos mais relembrados da história de Portugal.