Palmela, duque de (D. Pedro de Sousa e Holstein) (1781 - 1850)

Militar, diplomata e político português, nascido em Turim. Primeiro duque de Pamela (1833), havia já obtido os títulos de conde (1812) e marquês (1823). Participou em alguns dos mais importantes acontecimentos da vida portuguesa na primeira metade do século XIX. Ministro de Portugal em Cádis (1810-1812), foi embaixador de Portugal em Londres e representante da Coroa no Congresso de Viena (1815).

Era partidário de um regime liberal de feição moderada e um defensor da Carta Constitucional outorgada por D. Pedro IV (1826). Como tal, opôs-se ao vintismo, combateu o miguelismo e participou na implantação definitiva do liberalismo (1834). Assumiu cargos administrativos em diversas ocasiões: ministro dos Negócios Estrangeiros por várias vezes, no período entre 1820 e 1835, foi ainda chefe de governo em 1834 e 1842, sendo pela última vez nomeado para o executivo pela rainha D. Maria II em 1846. Foi destituído pelo golpe palaciano que, nesse mesmo ano, deu origem à Patuleia. Agraciado com inúmeras condecorações, entre as quais a grã-cruz das ordens de Cristo e da Torre e Espada, deixou publicados os seus Discursos Parlamentares (1844, três volumes) e Despachos e Correspondência (1851-1869, quatro volumes).