Olivares, conde-duque de (1587 - 1645)
Primeiro-ministro espanhol de 1621 a 1643. Fez estudos eclesiásticos em Salamanca, mas acabou por abandonar a carreira religiosa para se tornar diplomata. Na corte de Filipe III passou a desempenhar os serviços de príncipe herdeiro em 1615 e, quando Filipe IV ascendeu ao trono, foi nomeado seu ministro. Excedeu-se em alguns assuntos da política externa espanhola e tentou a reforma política ao nível interno, através de uma política absolutista. Levou a Espanha a recuperar os Países Baixos e envolveu-a na guerra dos Trinta Anos (1618-48). Os seus esforços de centralização do poder conduziram a revoltas na Catalunha e em Portugal, o que favoreceu a sua queda.
Em Portugal, então sob o domínio espanhol, o descontentamento, agravado pelas exigências fiscais e militares, acabou por desencadear a revolta de Évora em 1637 e, em 1640, o golpe de 1 de Dezembro, que, restaurando a soberania nacional, acarretou também a perda do prestígio político do conde-duque junto de Filipe IV (Filipe III de Portugal). Foi destituído em 1643 passando a ocupar o seu lugar D. Luís de Haro, seu sobrinho. Fora da sua actividade política, Olivares era um apreciador das artes plásticas, e foi protector de Velasquez.