Novais, Paulo Dias de (? - 1589)

Filho de António Dias de Novais e neto de Bartolomeu Dias, Paulo Novais foi escrivão da Fazenda Real.

Em Dezembro de 1559, deixou Lisboa, dirigindo uma embaixada enviada pela regente D. Catarina a Angola, cujo objectivo era o de estabelecer relações com o rei de Angola. Em Maio de 1560 chegava ao rio Cuanza, acompanhado por padres e irmãos Jesuítas; porém, teve de aguardar seis meses até obter permissão para contactar com o rei angolano, que entretanto sucedera ao soberano que solicitara o estabelecimento de relações com Portugal. Depois de uma dura viagem em direcção a Cabassa, onde se localizava a corte angolana, foi feito prisioneiro. Foi libertado em 1565/66, sob o pretexto de buscar auxílio em Portugal para o rei indígena, que enfrentava a revolta de um súbdito local.

Já regressado a Portugal, D. Sebastião nomeou-o capitão e governador do reino de Angola (1571), cargo com amplos poderes, mas que implicava também grandes responsabilidades no povoamento do território. De volta ao continente africano em 1575, fundou em Luanda a vila de São Paulo de Luanda. Iniciou, mais tarde, uma marcha para o interior do continente, com o objectivo de alcançar as minas de prata de Cambamba. Estabeleceu-se em Macunde em 1580 e, finalmente, em Massangano, em 1582, onde viria a falecer, tendo sido sepultado na igreja de Nossa Senhora da Vitória. Em 1609 foram trasladados os seus restos mortais para a igreja jesuíta, em Luanda.