Leonor, D. (1458 - 1525)

Filha do infante D. Fernando (irmão de D. Afonso V) e de D. Beatriz, casou com D. João II, tornando-se assim rainha de Portugal. Desse casamento nasceu o príncipe D. Afonso, que morreu cedo (1475-1491). Em 1476, D. João II deixou a rainha como regente do reino, por ter de se ausentar em defesa de seu pai em Castela. O facto de o seu filho D. Afonso ter morrido cedo levou a que D. João II pretendesse pôr no trono o filho bastardo (D. Jorge), levando D. Leonor a defender os interesses de seu irmão, D. Manuel, na sucessão. Em 1498, já durante o reinado de D. Manuel, voltaria de novo a ser regente do reino. Data desse período a criação das Misericórdias, obra de cariz social que rapidamente cresceu e se espalhou por todo o reino. Deve-se-lhe também a protecção à hidroterapia, que se traduziu na edificação do Hospital das Caldas, recebendo a povoação das Caldas da Rainha (em sua homenagem) o título de vila (1511). Foi também grande protectora e impulsionadora das artes e letras em Portugal, nomeadamente através do mecenato ao teatro de Gil Vicente, e ao impressor Valentim Fernandes, que traduziu e compôs obras de fundo religioso, como a Vita Christi, de L. Cartusiano. Fundou ainda os conventos da Madre de Deus e da Anunciada, e a igreja de Nossa Senhora da Merceana. Faleceu em Lisboa, tendo sido sepultada no convento da Madre de Deus.