Leonor de Aragão, D. (? - 1445)
Rainha de Portugal, filha de Fernando I, rei de Aragão e da Sicília, tornou-se rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Duarte, que se celebrou em Coimbra, em 1428.
D. Leonor apoiaria seu marido, D. Duarte, em todo o seu reinado, e, aquando da tomada de decisão sobre a continuação da expansão portuguesa no norte de África, manifestou-se a favor desta empresa, intercedendo mesmo junto de D. Duarte para que a expedição a Tânger tivesse lugar. D. Duarte dedicou-lhe o Leal Conselheiro e, no seu testamento, confiou-lhe a regência do reino e a educação do jovem rei D. Afonso V até à maioridade deste.
Esta disposição gerou, contudo, grande controvérsia no reino, já que a opinião pública considerava os infantes D. Pedro, D. Henrique e D. João mais capazes de governar. D. Pedro foi eleito regente nas cortes de Lisboa, em 1439. D. Leonor manteve-se, no entanto, como regente até 1440, assinando os actos régios como «a triste raynha». Nesse ano, foi substituída pelo infante D. Pedro. Tentou ainda reaver a regência, mas acabou por ser afastada da corte, exilando-se então em Espanha. Retirou-se para o mosteiro de Yuste, onde veio a falecer.