Lafões, duque de (Joao Carlos de Bragança Sousa e Ligne Tavares Mascarenhas e Silva) (1719 - 1806)

Militar e político português, natural de Lisboa. Era filho do infante D. Miguel e de D. Luísa Antónia Inês. Sucedeu ao primeiro duque de Lafões, seu irmão, na posse de todos os seus senhorios.

Devido ao despotismo instituído pelo marquês de Pombal, tornou-se figura indesejável na corte de D. José I, motivo pelo qual procurou exílio em Londres, onde foi admitido, pela sua cultura, na Royal Society. Integrado voluntariamente nos exércitos austríacos, combateu no final das campanhas da Guerra dos Sete Anos (1756-1763).

Depois da queda do marquês de Pombal, regressou a Portugal, em 1777, tendo-lhe sido concedido o título de duque de Lafões por D. Maria II. Em 1791, exercia funções de marechal-general e comandante supremo de todas as forças militares portuguesas. Em 1801, foi nomeado mordomo-mor e ministro assistente ao despacho, sendo, posteriormente, responsabilizado pelo desastre da campanha militar de 1801, o que o levou a retirar-se da vida política.

É lembrado, sobretudo, como co-fundador, juntamente com o abade Correia da Serra, da Academia das Ciências de Lisboa (1779), tendo sido o seu primeiro presidente.