Isabel, infanta (1397 - 1471)
Duquesa de Borgonha, natural de Évora, era filha de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. Casou em 1430 com Filipe, o Bom, duque da Borgonha, que, para comemorar o casamento, mandou que se instituísse a ordem do Tosão de Ouro. Por ocasião do seu noivado, teve um retrato pintado por Van Eyck. Possuidora de grande capacidade de gestão, manteve um papel activo no governo de seu marido, ocupando a regência durante a ausência deste. Deu um enorme contributo ao avanço das relações comerciais e culturais entre Portugal, a Borgonha e a Flandres, e iniciou uma política de colonização dos Açores, incentivando a instalação de colonos flamengos a partir de 1449.
Em 1450, procedeu a nova acção política, intervindo a favor do infante D. Pedro (e dos filhos deste), junto de D. Afonso V e do papa. À morte de Filipe, o Bom (1468), assumiu a presidência do Conselho de Estado. Teve três filhos, de entre os quais apenas Carlos, o Temerário, sobreviveu para além da infância. Faleceu em Dijon e encontra-se sepultada junto a seu marido na Chartreuse de Champmel, necrópole da dinastia Valois de Borgonha.