Gama, Lia (Maria Isilda Gama Gil) (1944 - ?)

Actriz natural do Fundão. Estreou-se com 16 anos no espectáculo A Margarida da Rua, a vender margaridas no foyer do Teatro Monumental, acção desenvolvida no enquadramento da peça. Como actriz profissional, iniciou-se em Vamos Contar Mentiras, com encenação de Santos de Carvalho. Em 1965, foi para França, onde frequentou o curso de teatro de René Simon. De regresso a Portugal, ingressou no Teatro Estúdio de Lisboa, interpretando sob encenações de Luzia Maria Martins: Pobre Bitô, A Família Sam e Exercícios para Cinco Dedos.

Em 1967, foi para o Teatro Experimental de Cascais, participando em três peças encenadas por Carlos Avillez: D. Quixote, Fedra e O Comissário de Polícia. No início dos anos 70, integrou o elenco da Casa da Comédia, dirigida por João Lourenço, e o seu nome começou a impor-se devido aos seus inúmeros êxitos teatrais, dos quais se destacam: Pequenos Burgueses (1974), Saudades (1978), Em Frente da Porta do Lado de Fora (1980), As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant (1986). A sua estreia no cinema aconteceu em 1966, com Sete Balas para Selma, de António Macedo.

O seu rosto só começaria a ser notado a partir da segunda metade da década de 70 com Kilas, o Mau da Fita (1977), de Fonseca e Costa, filme que a consagrou como vedeta de cinema. A sua filmografia inclui ainda: Francisca, Crónica dos Bons Malandros, Sem Sombra de Pecado e Tempos Difíceis. Em 1986, fez uma série de espectáculos de music-hall no bar Frágil, concebidos por José Ribeiro da Fonte. A sua carreira de actriz reparte-se entre o teatro, o cinema e a televisão. Desde 1996, tem trabalhado com o encenador Jorge Silva Melo, tendo integrado o elenco dos espectáculos António, Um Rapaz de Lisboa (1996) e, mais recentemente, Aos que Nascerem depois de Nós (1998).