Fernandes, Vasco
Pintor português conhecido por Grão-Vasco. Tornou-se uma figura mítica, porque durante muito tempo lhe foi atribuída uma percentagem impressionante da pintura portuguesa. Sabe-se que viveu bastante tempo em Viseu, onde trabalhou intensamente na Sé, durante a primeira metade do século XVI. Aí deixou, de sua autoria, o altar-mor. Viveu em Lisboa entre 1513 e 1515, indo depois para Coimbra, onde executou o Pentecostes da igreja de Santa Cruz. Entre as inúmeras obras que nos deixou incluem-se o retábulo da Sé de Lamego, o tríptico da Coroa (em exposição no Museu Nacional de Arte Antiga), os dezasseis painéis de Freixo de Espada à Cinta, o políptico do Paço Episcopal de Viseu e os grandes painéis da Sé de Viseu: São Pedro, São Sebastião, Baptismo de Cristo, Pentecostes e Calvário. A sua pintura é considerada «forte, sincera e rude», tendo nos trabalhos iniciais demonstrado algumas influências da escola flamenga. Desenvolvendo forte sentido dramático, foi autor de uma obra de crescente autonomia estilística, facilmente reconhecível pelas suas composições, em que se encontram já modelos do renascimento italiano.