Barca, conde da (António de Araújo de Azevedo) (1754 - 1817)

Diplomata e cientista português. Estudou filosofia em Coimbra, história e matemática no Porto, e botânica e literatura na Alemanha. Ministro plenipotenciário em Haia (1790), Paris (1796) e São Petersburgo (1801), relacionou-se com várias figuras célebres do mundo da política, ciências e letras, entre as quais Goethe, Schiller e Lavoisier. Foi ministro e secretário de estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra (1804) durante a crise que obrigou a corte a deslocar-se para o Brasil. Consigo levou a sua biblioteca privada (base da futura Biblioteca Nacional do Brasil), uma tipografia completa (a primeira a operar regularmente no Brasil) e uma colecção mineralógica.

Autor da lei que elevou o Brasil a reino (16 de Dezembro de 1815), foi condecorado com o título de conde da Barca. Fundou diversas instituições culturais e económicas, entre as quais a Sociedade de Animação à Indústria e Mecânica, em 1808. Era seu sonho manter a corte no Brasil, como cabeça do império português, transferindo a capital para o interior do território.