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O terramoto de 1755 -
25/11/2007, 17h29
No dia 1 de Novembro de 1755, pelas 9 horas e 30 minutos, Lisboa foi sacudida por um violento tremor de terra, que destruiu grande parte da cidade e causou milhares de vítimas, entre mortos e feridos. A terra foi abalada durante cerca de sete minutos, abriram-se fendas, muitos edifícios ruíram, e dos escombros levantaram-se nuvens de poeira que tornaram o ar irrespirável. A seguir ao abalo, surgiram os incêndios, que transformaram a cidade num braseiro. As pessoas entraram em pânico, gritando e correndo, tentando fugir para os campos. No Tejo, as águas revoltas viravam e despedaçavam os barcos, avançando depois sobre a cidade.
Este sismo não afectou apenas Lisboa, mas todo o país, principalmente o sul. Em Lisboa, foi sobretudo o centro da cidade a ser atingido. Ruíram cerca de 10 000 casas, e muitos palácios, igrejas e conventos foram destruídos: o palácio da Ribeira, o palácio real das Alcáçovas, o palácio dos marqueses de Távora e Nisa, o do conde de Castelo Melhor, o do duque de Cadaval, os paços do duque de Bragança, entre outros. Das igrejas, ruíram as de S. Domingos, dos Mártires, do Sacramento, de S. Julião e de Santo António. Dos conventos, ruíram, entre outros, os de S. Francisco, do Carmo e da Trindade.
Outros edifícios, como o Teatro da Ópera, o castelo de S. Jorge, o Arquivo da Torre do Tombo, ou desapareceram, ou sofreram danos irreparáveis. Arderam muitas riquezas, algumas de valor incalculável: bibliotecas com livros raros, como a do Paço da Ribeira, obras de arte, objectos de culto, mobiliário, até mesmo as especiarias que estavam guardadas na Casa da Índia e da Alfândega.
A notícia do terramoto correu mundo, tendo causado uma impressão profunda na época. Alguns países, como a Inglaterra, a França e a Espanha, enviaram ajuda. A cidade foi depois reconstruída de acordo com um novo conceito de urbanismo, sob a direcção do marquês de Pombal.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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