O atentado ao rei D. José deu-se a 3 de Setembro de 1758, quando o monarca regressava de casa da marquesa de Távora, com quem se diz tinha um caso de amor. Nessa noite, a carruagem do rei foi alvejada por duas vezes, ficando feridos o monarca, o sargento-mor e o cocheiro.
O marquês de Pombal, que tinha como principal objectivo o reforço do poder do Estado, o que só podia conseguir eliminando todas as oposições, aproveitou o pretexto do atentado para incriminar nele vários membros da alta nobreza e a Companhia de Jesus. Parece que foram feitas mais de mil prisões, sendo os principais acusados do atentado os marqueses de Távora, o duque de Aveiro e os jesuítas.
Os nobres mais poderosos foram condenados ao cadafalso; outros, foram presos, e outros ainda banidos do reino. Quanto aos jesuítas, houve uma condenação à morte e várias prisões, mas a maior parte foi expulsa do país e dos domínios ultramarinos, depois de lhes serem confiscados todos os haveres. A partir do atentado, a perseguição à nobreza nunca mais parou, e as prisões foram-se enchendo de presos políticos. Uns, morreram nos cárceres, e outros, foram libertados quando o marquês de Pombal caiu em desgraça.