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Guerra da sucessão de Espanha -
25/11/2007, 17h19
A guerra da sucessão de Espanha foi provocada pelo facto de o rei espanhol, Carlos II, ter morrido sem deixar sucessor directo ao trono, e logo terem aparecido dois pretendentes muito fortes. Por um lado, Filipe, duque de Anjou, neto de Luís XIV, apoiado pela França e Espanha; por outro, o arquiduque Carlos de Áustria, sustentado pela Holanda, Inglaterra, Áustria, Sabóia e Prússia. D. Pedro II, que também se achava com direitos à coroa espanhola, por ser ainda descendente dos Reis Católicos, resolveu entrar no conflito ao lado do pretendente que lhe trouxesse mais vantagens.
Primeiro, colocou-se ao lado da França, apoiando Filipe de Anjou, mas depois verificou que do outro lado estavam os países que dominavam os mares, e passou a apoiar definitivamente o arquiduque Carlos de Áustria. A guerra, iniciada em 1704, havia de durar cerca de dez anos, e Portugal viu-se invadido pelos exércitos inimigos que devastaram parte das regiões do Alentejo e da Beira. Só em 1706 Portugal participou com um exército de cerca de 30 000 soldados (portugueses, ingleses e holandeses), comandado pelo marquês das Minas, que entrou triunfante em Madrid e proclamou rei de Espanha o arquiduque Carlos de Áustria, como Carlos III. Nos anos de 1707 e 1710, aquele mesmo general ainda obteve vitórias na Catalunha e em Aragão, mas entretanto rompera-se a coligação aliada e Portugal resolveu retirar-se.
Em 1714, já no reinado de D. João V, Portugal assinou o tratado de Utreque, na Holanda, que pôs fim a este conflito e que reconheceu Filipe de Anjou como rei de Espanha, com o título de Filipe V, porque, entretanto, o arquiduque Carlos tornara-se imperador da Alemanha. Neste tratado, a Inglaterra foi o grande vencedor. Portugal e Espanha apenas devolveram um ao outro as praças conquistadas mutuamente. Portugal não retirou da assinatura da paz as compensações que esperava: apenas lhe foi entregue o castelo de Noudar e o seu termo, o território e colónia do Sacramento, na América do Sul, e foi-lhe reconhecido o direito de posse e navegação no rio Amazonas.
Os representantes de Portugal nesse tratado foram o 4.º conde de Tarouca e D. Luís da Cunha. O reino português não saía compensado pelo esforço de guerra despendido: o tesouro estava exausto e os prejuízos materiais e humanos haviam sido muito elevados.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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