Conspirações contra D. João IV -
25/11/2007, 17h18
Quando, em 1640,D. João IV subiu ao trono, não só era necessário legitimar a nova dinastia, como defender as fronteiras dos ataques dos espanhóis, então acabados de expulsar e que não aceitavam o novo estado de coisas. As camadas populares apoiaram desde sempre o novo rei e a nova dinastia, mas a posição da nobreza era ambígua. E, apesar de D. João IV fazer uma política prudente, chegando mesmo a confirmar os títulos de nobreza que já vinham do tempo dos Filipes e a criar outros novos, a vida do rei correu perigo, pelo menos, por duas vezes. A primeira foi logo em 1641, e ainda sob a influência da duquesa de Mântua. Foram acusados de conspirar, entre outros, Matias de Albuquerque, o marquês de Vila Real, o duque de Caminha e o arcebispo de Braga. Matias de Albuquerque foi declarado inocente; o marquês de Vila Real e outros nobres foram condenados à morte e decapitados, e outros ainda foram condenados a prisão perpétua. A duquesa de Mântua foi expulsa de Portugal. A segunda conspiração foi levada a cabo em 1647, no dia do Corpo de Deus, e o autor do plano,Domingos Leite, mais conhecido por "o Regicida", foi mandado executar.