O aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, foi a grande obra de engenharia do reinado de D. João V e a sua construção iniciou-se a 12 de Maio de 1731. Destinava-se a abastecer de água a população da capital do reino, tendo o primeiro chafariz começado a correr em 1748.
As obras do aqueduto foram, em parte, custeadas pelo povo da capital, sobre o qual foi lançado um imposto adicional sobre o preço da carne, do azeite e do vinho. No projecto colaboraram vários engenheiros, entre eles Manuel da Maia e Carlos Mardel. O aqueduto, que tem uma grande extensão, começa no vale de Carenque (Mãe d'Água), segue através da serra de Monsanto, passa a ribeira de Alcântara e termina nas Amoreiras. Tem 35 arcos (21 de volta perfeita e 14 quebrados ou ogivais), dos quais o mais alto mede 65,25 metros de altura. A sua construção terminou em 1835, e foi, à época, uma empresa grandiosa.