De uma forma geral, a acção governativa do tempo do rei D. José (o chamado período josefino) assentou na consolidação política do poder central, na reorganização do aparelho militar, na modernização do aparelho fiscal e no fomento industrial e ultramarino. Todos estes aspectos, e sobretudo a partir do terramoto de 1755, foram levados a cabo através da acção do seu primeiro-ministro, o marquês de Pombal, e por isso se fala de reformas pombalinas. A centralização do poder tinha em vista a aniquilação de qualquer espécie de oposição. Inserem-se neste contexto a perseguição aos Jesuítas e o combate à nobreza. O próprio terramoto deu ao marquês de Pombal a oportunidade de reforçar o seu poder pessoal.
No plano da política externa, D. José I agiu de forma idêntica aos seus antecessores, tentando manter uma política de neutralidade perante os outros países europeus. O que há a salientar é a invasão do território português por tropas francesas e espanholas, e o corte de relações diplomáticas com a Santa Sé, durante dez anos (1760-1770). A invasão deu-se pelo facto de Portugal se ter recusado a assinar o Pacto de Família, relacionado com a guerra dos Sete Anos entre França e Inglaterra. Segundo aquele pacto, todos os monarcas europeus descendentes da família dos Bourbons deviam ligar-se na luta contra a Inglaterra. O rei de Portugal, embora casado com uma princesa borbónica, não aderiu ao Pacto de Família, porque também era aliado de Inglaterra.