A Viradeira e o marquês de Pombal -
25/11/2007, 16h58
A Viradeira, nome pelo qual ficou conhecida a época de D. Maria I, parece não ter tido o radicalismo que muitos dos inimigos de Pombal pensariam e desejariam. Quando D. Maria I subiu ao trono após a morte do pai, em 1777, o marquês, que, entretanto, tinha perdido todo o poder, apressou-se a pedir a demissão de todos os seus cargos e também a pedir licença para sair de Lisboa. A rainha aceitou os pedidos, mas o vencimento de ministro foi-lhe mantido, assim como os seus títulos e bens, embora se dissesse que a fortuna tinha sido adquirida de forma pouco clara. Foi-lhe instaurado um processo, sendo o estadista castigado com o desterro para Pombal, pois a condenação dizia que devia viver afastado da corte 20 léguas.
Outras preocupações da rainha D. Maria I, assim que subiu ao trono (1777), foram a libertação de todos os presos políticos que o marquês de Pombal tinha mandado encarcerar (cerca de oito centenas) e a revisão do processo relacionado com o atentado ao rei D. José I. O resultado dessa revisão foi a incriminação do duque de Aveiro e a declaração de inocência para os marqueses de Távora e outros nobres que tinham sido acusados de participar no atentado.