Enquanto na primeira invasão francesa, em 1807, nem o rei, nem o país em geral pensavam opor-se aos franceses, tidos como invencíveis, em 1809, conhecidas algumas fraquezas do inimigo, o povo português não só ajustou contas com simpatizantes dos franceses, chegando a montar no Porto um tribunal revolucionário, como se preparou para a resistência futura.
O antigo Conselho de Regência voltou de novo a exercer funções; tentou-se combater as sequelas da guerra anterior e começar a reorganizar a defesa, sobretudo treinando e equipando melhor o exército. Com esse objectivo, veio de Inglaterra o general William Beresford, que foi nomeado em 1809 marechal-de-campo e comandante-chefe das tropas portuguesas.
A segunda invasão francesa teve início em Trás-os-Montes, passando o exército napoleónico por Chaves e Braga. No Porto, o exército francês comandado pelo marechal Soult destroçou toda a resistência, quer militar, quer popular. Perante essa situação, rapidamente as tropas anglo-lusas se reagruparam e obrigaram a desalojar os invasores.