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A reforma pedagógica pombalina -
25/11/2007, 16h56
A reforma pombalina inseriu-se no espírito iluminista da época. O rei D. José I, à semelhança de outros monarcas europeus, foi considerado um déspota iluminado ou esclarecido, a quem cabia promover a cultura, para bem do povo. Esses ideais do iluminismo começaram por ser difundidos em vários países europeus, como a França, a Alemanha e a Inglaterra. A Portugal, esses ideais chegaram através da acção de portugueses que estudaram e viajaram pela Europa, os estrangeirados, cujo pensamento acabaria por influenciar as reformas culturais do país. No plano de reforma do marquês, nenhum dos graus de ensino foi esquecido.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, era necessário tomar medidas urgentes devido à falta de professores e ao facto de serem os jesuítas quem, através dos seus colégios, assegurava o ensino primário e secundário. Assim, no sector das primeiras letras criaram-se novas escolas, chamadas escolas menores, e publicou-se, em 1772, a lei que instituía os mestres de ler e escrever. Ao nível do secundário, criaram-se escolas régias, onde se ministrava o ensino do latim, do grego, da retórica e da filosofia. Para formar os jovens fidalgos do reino, foi fundado em 1761 o Colégio dos Nobres, designado como Colégio Real de Nobres da Corte e Cidade de Lisboa.
O plano de estudos do colégio continha, para além do ensino das línguas clássicas e modernas, da retórica e da história, uma componente científica muito forte, com o ensino da aritmética, da geometria, da física, da astronomia, da geografia, da náutica, não esquecendo ainda a aprendizagem da equitação, da esgrima e da dança. No ensino superior, foram promulgados em 1772 os novos estatutos da Universidade de Coimbra. Foram criadas duas novas faculdades, de Filosofia e de Matemática, e ainda laboratórios de física, o jardim botânico, o observatório astronómico, o teatro anatómico, a imprensa universitária. Para todos os níveis de ensino foram contratados novos professores, em alguns casos estrangeiros.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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