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A política económica de D. Maria I -
25/11/2007, 16h53
No plano económico, a gestão dos quinze anos de governo pessoal de D. Maria I (1777-1792) foi marcada por uma intensa actividade legislativa que, em certa medida, modernizou este sector. O dirigismo económico pombalino foi, de um modo geral, abandonado.
Por exemplo, as companhias de Grão Pará e Maranhão e Pernambuco e Paraíba foram abolidas (decretos de 5 de Janeiro de 1778 e 8 de Maio de 1780), e deu-se liberdade de comerciar a todos os portugueses nas regiões até então submetidas aos privilégios dessas companhias; manteve-se a Companhia das Vinhas do Alto Douro até 1866, embora em 1777 um alvará pusesse restrições ao seu monopólio. Melhoraram-se as estradas e, com o objectivo de fomentar as indústrias nacionais, foi criada em 1777 a Junta de Administração de Todas as Fábricas deste Reino e Águas Livres. Algumas manufacturas foram reformadas, de forma a aliviar o Tesouro de alguns encargos, e outras foram entregues a particulares, como aconteceu com as fábricas de Portalegre, Fundão e Covilhã.
Favoreceram-se as indústrias de lanifícios e meias, impulsionaram-se as de chapéus, munições e estamparia de tecidos, e reconheceram-se exclusivos de fabrico a outras. A Real Fábrica das Sedas foi restruturada em moldes mais modernos, de forma a poder sobreviver com recursos próprios.
Em relação ao comércio, facilitou-se o comércio interno, libertando-o de peias que impediam a circulação de muitas mercadorias, e o comércio colonial beneficiou com a assinatura de um tratado de amizade, navegação e comércio com a Rússia, na altura governada por Catarina II, em 1789. Aumentou a exportação do vinho do Porto, tendo sido nesta época a primeira vez, desde 1740, que a balança comercial com a Inglaterra teve um saldo positivo.
Houve, na realidade, uma certa prosperidade económica, ligada ao desenvolvimento do comércio e da indústria, mas que foi muito ajudada por uma conjuntura internacional favorável. Os mercadores portugueses souberam tirar partido da instabilidade provocada pela guerra da independência da América (1776-1783) e pela Revolução Francesa.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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