A política cultural de D. João V
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Par défaut A política cultural de D. João V - 25/11/2007, 16h51

No plano cultural, a época de D. João V foi muito rica e multifacetada. Foram reestruturadas algumas áreas do ensino, foram criadas algumas instituições de cultura, desenvolveram-se as belas-artes, o teatro, a música. Foi a época das grandes construções arquitectónicas.
D. João V foi um mecenas e, embora a abundância de ouro do Brasil fosse um factor importante na sua política cultural, foram sobretudo o interesse e a cultura do monarca os responsáveis por grande parte desse dinamismo. O rei criou, em 1720, a Academia Real da História Portuguesa, fundou a Academia de Portugal em Roma, criou a Biblioteca da Universidade de Coimbra, organizou a biblioteca do convento de Mafra, criou a Aula do Risco, criou uma aula de cirurgia no Hospital de Todos-os-Santos em Lisboa, mandou vir professores estrangeiros para o ensino da matemática, da engenharia, da cartografia e de outras disciplinas de carácter técnico.
Dentro do estilo barroco, característico desta época, desenvolveram-se tanto a arquitectura, como as artes decorativas: o mobiliário, os coches, a talha dourada, a arte sacra, o azulejo e a ourivesaria. Surgiu mesmo o chamado «estilo D. João V». O país cobriu-se nessa altura de grandes construções, entre elas o convento de Mafra e o aqueduto das Águas Livres. Por todo o lado, surgiram palácios, igrejas e capelas. Das capelas, a mais célebre, e também mais original, foi a capela de S. João Baptista, encomendada em Roma pelo rei e que hoje se pode ver na igreja de S. Roque, em Lisboa. Deve-se também a D. João V a introdução da ópera italiana em Portugal (1731), e a construção de um teatro real para ópera, no alto da Ajuda, inaugurado em 1737. A primeira ópera portuguesa em estilo italiano cantar-se-ia em 1733.
Na época joanina, muitos artistas estrangeiros vieram para Portugal, como Ludovice e Nasoni, e muitos estrangeirados exerceram influência na corte portuguesa, como Jacob de Castro Sarmento, Cavaleiro de Oliveira, Ribeiro Sanches e Luís António Verney, embora estes últimos tenham tido mais projecção no reinado de D. José I, associados à reforma pedagógica de então.


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