A guerra da Restauração, que acabaria por durar 28 anos, de 1640 a 1668, foi uma guerra que não só implicou grandes despesas ao estado, como desviou as atenções e os esforços que Portugal podia ter concedido às suas possessões ultramarinas, constantemente atacadas pelas potências europeias da época. Portugal não estava preparado para a guerra e, por isso, optou por uma estratégia mais defensiva que ofensiva.
Entretanto, aproveitou a conjuntura negativa que a Espanha estava a atravessar, a braços com a guerra dos Trinta Anos com a França e com a revolta da Catalunha, e preparou-se para o futuro. Mandou chamar técnicos estrangeiros, mandou reconstruir as fortalezas mais danificadas, pediu auxílio militar e, sobretudo, tirou partido dos portugueses que tinham ganho experiência ao serviço dos exércitos de Castela, durante o domínio filipino. A guerra teve altos e baixos, quer para Espanha, quer para Portugal. Uma das batalhas que mais pôs em perigo a manutenção da independência da nação portuguesa foi a batalha do Ameixial. Também importantes foram as do Montijo, das Linhas de Elvas, de Castelo Rodrigo e de Montes Claros.