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A corte no Brasil -
25/11/2007, 16h46
Foram transferidos para o outro lado do Atlântico os órgãos da administração central, e a nova capital portuguesa passou a ser o Rio de Janeiro. A política do pacto colonial estava ultrapassada. Um das primeiras medidas do príncipe regente, em relação ao Brasil, foi permitir a abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional (decreto de 28 de Janeiro de 1808), com mercadorias de todas as proveniências, excepto algumas que constituíam monopólio . O país que mais beneficiou com este acto do governo foi a Inglaterra, que era já um parceiro privilegiado, ao passo que o comércio português decaiu, baixando quer as exportações, quer as importações. O decreto de 1808 foi depois confirmado pelo tratado anglo-luso de 1810, que pôs fim ao estatuto colonial do Brasil. Com o decorrer do tempo, as antigas limitações e obrigações para com a metrópole foram caindo, e o Brasil foi-se modernizando.
Abriram-se estradas, melhoraram-se os transportes e as comunicações postais, surgiram estaleiros navais, criaram-se indústrias locais (fundição de ferro, fábricas de pólvora, polimento de diamantes), fundaram-se tribunais e companhias de seguros, introduziu-se um novo sistema fiscal, instituiu-se uma Junta do Comércio, Agricultura e Navegação (1808), uma Junta de Fazenda, a Casa da Moeda e o primeiro banco de todo o Império português, o Banco do Brasil (1808). Em 1815, o Brasil foi elevado à categoria de reino, e o caminho da independência era irreversível. No domínio da educação e da cultura, permitiu-se a publicação de jornais, fundou-se uma imprensa régia, abriram-se vários estabelecimentos de ensino superior, sobretudo academias, como a Academia de Belas Artes e a Academia de Marinha, Artilharia e Fortificações, iniciou-se um museu, criou-se um teatro nacional, um jardim botânico, um arquivo militar, e abriu-se uma biblioteca nacional.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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