A construção da basílica da Estrela está associada à rainha D. Maria I, que prometera mandar erigir um templo se tivesse um filho varão, seu herdeiro ao trono. A basílica tem uma estrutura muito semelhante à de Mafra, e as suas torres e zimbórios sobrepõem-se a toda a arquitectura de Lisboa, ao contrário da arquitectura pombalina, que nivelou todas as construções, podendo considerar-se este edifício como o símbolo da Viradeira.
A primeira pedra do templo foi lançada em 1779 e o projecto compreende a Real Basílica e o Mosteiro do Santíssimo Coração de Jesus, que foi entregue às Carmelitas Descalças. A inauguração fez-se, com grande pompa, em Novembro de 1789. Na sua construção trabalharam alguns dos arquitectos da chamada Escola de Mafra, como Mateus Vicente de Oliveira, seu projectista, e entre os escultores conta-se Machado de Castro. É um monumento do barroco tardio e na sua construção notam-se algumas influências estrangeiras, sobretudo italianas. O interior da basílica é de uma só nave, com planta em cruz latina, e na capela-mor encontra-se o túmulo da sua fundadora, a rainha D. Maria I. Alguns dos mármores usados vieram de Carrara; outros, de Pêro Pinheiro e Cascais, com cores que vão do cinzento, ao ocre e ao rosa. A basílica da Estrela é considerada a última grande igreja do Antigo Regime na Europa .