A acção governativa de D. Pedro II
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Par défaut A acção governativa de D. Pedro II - 25/11/2007, 16h45

D. Pedro II garantiu uma certa estabilidade governativa, não alterando muito os métodos de governo que já vinham de trás, e rodeou-se de homens que, de uma maneira ou de outra, contribuiram para a prosperidade do país. Pertenciam geralmente à alta nobreza e exerciam grande influência junto do rei. Foram os casos do duque de Cadaval, do conde da Ericeira e do marquês de Fronteira.
A política seguida foi muito marcada pelos seus interesses. O duque de Cadaval, por exemplo, era um grande representante da nobreza fundiária, muito ligada aos viticultores do norte e do centro do país. O tratado de Methuen teve muito a ver com a sua acção. O marquês de Fronteira e o conde da Ericeira ocuparam ambos o cargo de vedor da Fazenda, o que quer dizer que foram encarregados pelo monarca de superintender as finanças e a economia do reino. Foram partidários do desenvolvimento manufactureiro do país, com o objectivo de reduzir o volume das importações e, assim, equilibrar a balança comercial. O conde da Ericeira tentou introduzir as ideias mercantilistas em Portugal, influenciado por Duarte Ribeiro de Macedo que, por sua vez, fora influenciado, em França, por Colbert, ministro de Luís XIV. Foi no reinado de D. Pedro II, a partir do ano de 1693, que começou a chegar a Portugal o primeiro ouro do Brasil, o que teria facilitado toda a sua acção governativa. Foi no reinado de D. Pedro II que se reuniram cortes gerais pela última vez, em 1697, o que significa que os representantes do terceiro estado (o povo) deixaram depois de ser ouvidos. As cortes deixaram de ser um órgão consultivo do poder real; nesta sua última reunião, aprovaram a lei sucessória que iria permitir a D. João V, futuro herdeiro de D. Pedro II, subir ao trono sem a sua aprovação. A 12 de Abril de 1698 publicou-se a nova lei sucessória. As cortes só viriam a ser novamente convocadas após a revolução liberal de 1820.
Na política externa, D. Pedro II tentou manter uma certa neutralidade de Portugal em relação aos conflitos europeus da época, mas não conseguiu ou não quis evitar o envolvimento na guerra da sucessão de Espanha.


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