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Poète dans l'âme ? Provérbios, citações, poesia, filosofia

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O Erótismo na Poesia
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Par défaut O Erótismo na Poesia - 10/12/2007, 23h42

olà a todos,
hà muitas maneiras de escrever poesia..hà muitas maneiras de sentir a poesia...assim como hà muitas maneiras..de a ofereçêr..!!
Haverà talvez 1000 maneiras para a decifrar..para a esculpir..para a desvendar..para a poder lêr..!!
.............e é a lêr que a magia nasce..!!!


Carlos Eduardo Armando



quero beijar sua boca

1

com volúpia, com tesão
com saudade de mil anos
e a forca da solidão
fechar meus braços suados
sobre seu corpo arrepio
lambe-la feito cachorro
lambe uma fêmea no cio.

2

tarde vermelha se esgarça
perto das seis horas
começa a ave maria
noite colcha de éter
cai indiferente
sobre a terra fria.

3

quando te perder
pro tempo
quando te entregar
ao pó
quero que
o sol brilhe forte
vapor do solo
te agasalhe
energia de estrela
te alimente
na jornada
para onde fores.


"como se faz que nunca conheceremos as mulheres?
..portanto saimos de dentro delas...e entramos dentro delas" (igol)
   
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Re : O Erótismo na Poesia
Vieux
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Localisation: 92 clichy
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 10/12/2007, 23h50

olà..so mais um para acabar a noite,
e este agora da Bruna Lombardi..sim..sim..a mesma das telenovelas Brasileiras.

Bruna Lombardi

Uma mulher

Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela

a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca

uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora

o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora.


(se encontrar uma foto dela ponho-a aqui..prometo)


"como se faz que nunca conheceremos as mulheres?
..portanto saimos de dentro delas...e entramos dentro delas" (igol)
   
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Re : O Erótismo na Poesia
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 11/12/2007, 14h00

Coucou Igol,
Voici la photo de Bruna Lombardi

:: Adoro Cinema Brasileiro ::
   
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Re : O Erótismo na Poesia
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Âge: 31
Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 11/12/2007, 22h15

Citation:
Envoyé par FANNY13 Voir le message
Coucou Igol,
Voici la photo de Bruna Lombardi

:: Adoro Cinema Brasileiro ::
belle illustration des voyages érotiques précedement évoqués par igol


Que certains élèves surpassent le maître est la première condition au progrès.



Decouvrez l'univers "Minho celta"
http://www.comboutique.com/celtanorte
   
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Re : O Erótismo na Poesia
Vieux
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Localisation: 92 clichy
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 01/01/2008, 12h24

olà,
é o meu primeiro post do ANO 2008......e é bem para começar o ano
com um poema tres chaud ,de Carlos D. de Andrade....(sacré Carlos )
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


A moça mostrava a coxa,

a moça mostrava a nádega,

só não mostrava aquilo

– concha, berilo, esmeralda –

que se entreabre, quatrifólio,

e encerrra o gozo mais lauto,

aquela zona hiperbórea,

misto de mel e de asfalto,

porta hermética nos gonzos de zonzos sentidos presos,

ara sem sangue de ofícios,

a moça não me mostrava.

E torturando-me

,e virgem no desvairado recato

que sucedia de chofre á visão dos seios claros,

qua pulcra rosa preta como que se enovelava,

crespa, intata, inacessível,

abre-que-fecha-que-foge,

e a fêmea, rindo, negava o que eu tanto lhe pedia,

o que devia ser dado e mais que dado, comido.

Ai, que a moça me matavatornando-me

assim a vida esperança consumida no que,

sombrio, faiscava.Roçava-lhe a perna.

Os dedos descobriam-lhe segredoslentos,

curvos, animais,porém o maximo arcano,

o todo esquivo, noturno,a tríplice chave de urna,

essa a louca sonegava,não me daria nem nada.

Antes nunca me acenasse.

Viver não tinha propósito,

andar perdera o sentido

,o tempo não desatavanem

vinha a morte render-me ao luzir da estrela-dalva,

que nessa hora já primeira,

violento, subia o enjoo de fera presa no Zôo.

Como lhe sabia a pele,

em seu côncavo e convexo,

em seu poro,em seu dourado pêlo de ventre!

mas sexo era segredo de Estado.

Como a carne lhe sabia a campo frio,

orvalhado,

onde uma cobra despertavai

traçando seu desenho num frêmito, lado a lado!

Mas que perfume teria a gruta invisa?

que visgo, que estreitura, que doçume,

que linha prístina,pura, me chamava, me fugia?

Tudo a bela me ofertava,

e que eu beijasse ou mordesse,fizesse sangue: fazia.

Mas seu púbis recusava.

Na noite acesa, no dia, sua coxa se cerrava.

Na praia, na ventania,quando mais eu insistia,sua coxa se apertava.

Na mais erma hospedaria fechada por dentro a aldrava,

sua coxa se selava, se encerrava, se salvava,

e quem disse que eu podia fazer dela minha escrava?

De tanto esperar, porfia sem vislumbre de vitória,

já seu corpo se delia, já se empana sua glória,

já sou diverso daquele que por dentro se rasgava,

e não sei agora ao certo se minha sede mais brava era nela que pousava.

Outras fontes, outras fomes,

outros flancos: vasto mundo, e o esquecimento no fundo.

Talvez que a moça hoje em dia...

Talvez.

O certo é que nunca.

E se tanto se furtara com tais fugase arabescos

e tão surda teimosia,

por que hoje se abriria?

Por que viria ofertar-me quando a noite já vai fria,

sua nívea rosa preta nunca por mim visitada,

inacessível naveta?

Ou nem teria naveta...


"como se faz que nunca conheceremos as mulheres?
..portanto saimos de dentro delas...e entramos dentro delas" (igol)
   
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Re : O Erótismo na Poesia
Vieux
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Date d'inscription: septembre 2005
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 02/02/2008, 22h46

ora, esses poemas não chegam aos calcanhares da poesia erótica de Bocage (lol)

[SONETO DO EPITÁFIO]

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".


[SONETO DO MEMBRO MONSTRUOSO]

Esse disforme, e rígido porraz
Do semblante me faz perder a cor:
E assombrado d'espanto, e de terror
Dar mais de cinco passos para trás:

A espada do membrudo Ferrabrás
De certo não metia mais horror:
Esse membro é capaz até de pôr
A amotinada Europa toda em paz.

Creio que nas fodais recreações
Não te hão de a rija máquina sofrer
Os mais corridos, sórdidos cações:

De Vênus não desfrutas o prazer:
Que esse monstro, que alojas nos calções,
É porra de mostrar, não de foder.


[SONETO (DES)PEJADO]

Num capote embrulhado, ao pé de Armia,
Que tinha perto a mãe o chá fazendo,
Na linda mão lhe foi (oh céus) metendo
O meu caralho, que de amor fervia:

Entre o susto, entre o pejo a moça ardia;
E eu solapado os beijos remordendo,
Pela fisga da saia a mão crescendo
A chamada sacana lhe fazia:

Entra a vir-se a menina... Ah! que vergonha!
"Que tens?" — lhe diz a mãe sobressaltada:
Não pode ela encobrir na mão langonha:

Sufocada ficou, a mãe corada:
Finda a partida, e mais do que medonha
A noite começou da bofetada.

[SONETO DE TODAS AS PUTAS]

Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Dido foi puta, e puta d'um soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques pois, oh Nise, duvidosa
Que isso de virgo e honra é tudo peta.

[SONETO DA DONZELA ANSIOSA]

Arreitada donzela em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras sutis pachacho estreito:

De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica, nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito:

A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrados:

Como é inda boçal, perde os sentidos:
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.

[SONETO DO PAU DECIFRADO]

É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um U; [carualho]
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.

[SONETO ANAL]

"Ora deixe-me, então... faz-se criança?
Olhe que eu grito, pela mãe chamando!"
Pois grite (então lhe digo, amarrotando
Saiote, que em baixá-lo irada cansa):

Na quente luta lhe desgrenho a trança
A anágua lhe levanto, e fumegando,
As estreitadas bimbas separando
Lhe arrimo o caralhão, que não se amansa:

Tanto a ser gíria, não gritava a bela:
Que a cada grito se escorvava a porra,
Fazendo-lhe do cu saltante pela!

— Há de pagar-me as mangações de borra,
Basta de cono, ponha o sesso à vela,
Que nele ir quero visitar Gomorra.


[SONETO DO GOZADOR COÇADOR]

"Apre! não metas todo... Eu mais não posso..."
Assim Márcia formosa me dizia;
— Não sou bárbaro (à moça eu respondia)
Brandamente verás como te coço:

"Ai! por Deus, não... não mais, que é grande! e grosso!"
Quem resistir ao seu falar podia
Meigamente o coninho lhe batia;
Ela diz "Ah meu bem! meu peito é vosso!"

O rebolar do cu (ah!) não te esqueça
Como és bela, meu bem! (então lhe digo)
Ela em suspiros mil a ardência expressa:

Por te unir fazer muito ao meu umbigo;
Assim, assim... menina, mais depressa!...
Eu me venho... ai Jesus!... vem-te comigo!

[SONETO DO COITO INTERROMPIDO]

"Mas se o pai acordar!..." (Márcia dizia
A mim, que à meia-noite a trombicava)
"Hoje não..." (continua, mas deixava
Levantar o saiote, e não queria!)

Sempre em pé a dizer: "Então, avia..."
Sesso à parede, a porra me agüentava:
Uma coisa notei, que me arreitava,
Era o calçado pé, que então rangia:

Vim-me, e assentado num degrau da escada,
Dando alimpa ao caralho, e mais à greta
Nos preparamos para mais porrada:

Por variar, nas mãos meti-lhe a teta;
Tosse o pai, foge a filha... Oh vida errada!
Lá me ficou em meio uma punheta!

escusado será dizer que estes poemas não fazem parte dos livros da escola. mas se muitos alunos soubessem que o seu autor é o mesmo Bocage que tanto detestam ler na escola, talvez olhassem a sua poesia de outra forma. ou não.
   
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Re : O Erótismo na Poesia
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 29/06/2008, 00h13

ola
a quanto tempo nao vinha aqui a este forum.et ja me estava a faltar...

SALUT
Dans mes voyages dans le Net.je trouvé ça..c'est très beau..délicieux..et chaud..très chaud..
Allez je partage , garder pour moi , c'est un crime..je me pardonnerais jamais!!!

igol


......../

Tu t'approches délicatement vers moi
Tes lèvres effleurent les miennes
Tu m'attires tout contre toi
Tu sais que je suis tienne

Ta langue caresse la mienne tendrement
Je ne pense plus à rien
A part à tes baisers tellement troublants
qui me procurent tellement de bien

Ta main caresse mon corps
Tes baisers sont de + en + intenses
J'en veux encore
Je suis déjà presque en transe

Tu commences à me
déshabiller
De manière si sensuelle
que je me laisse totalement aller
Je sais que la nuit sera belle

Tes mains effleurent mes seins
Tu les descends doucement
Entre mes jambes se perd une main
Mon plaisir devient grand

Tu t'occupes si bien de moi
Je ne peux rien te refuser
Je suis très bien avec toi
Et je t'offre mon corps entier

Je te laisse totalement faire
Je ne doute pas de toi
Le contact de nos deux chairs
Ne faisant plus qu'1 de toi et moi

Tu es en moi
Tu me donnes du plaisir
Je t'aime déjà
Je ne veux + partir... /


Jolie..bravo....houla ça chauffe..ouiiieeee!!!


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Re : O Erótismo na Poesia
Vieux
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Boeuf
latinissima is an unknown quantity at this point
 
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 29/06/2008, 01h45

So podia ser o nosso papi que escrevesse destas coisas

Aperto de pé e nao mudes !


As pessoas são importantes, não por aquilo que fazem mas por aquilo que são!
   
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Re : O Erótismo na Poesia
Vieux
  (#9 (permalink))
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Par défaut Re : O Erótismo na Poesia - 29/06/2008, 12h48

Citation:
Envoyé par latinissima Voir le message
So podia ser o nosso papi que escrevesse destas coisas

Aperto de pé e nao mudes !
Achas , marota.
a sim gostaria muito , mas nao!!!
Hà !! mas sei reconhecer que quem os escreveu deve ter vivido uma deliciosa experiencia..
e pela maneira como estam escritos , até aposto que foi uma mulher que escreveu!!
hummmmm!!!bonita de certeza.;"UMA VERDADEIRA MULHER" , daquelas que nos fazem......ver as estrelas!!
(uma palmadinha onde tu sabes)


"como se faz que nunca conheceremos as mulheres?
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