Tambem eu ,tive quinze anos..
graças a magia da NET,e a alguns amigos,encontrei um album,que eu pensava perdido...
Em 68 um grande poeta musico autor e cantor,Joan Manuel Serrat,faz com a ajuda de um GRANDE POETA Português,ALEXANDRE O'Neil,a traduçao de um album..todo cantado na nossa lingua...pois eu recuperei o album;e os poemas
traduzidos do Catalao para o Português....eis alguns!!
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha
sua casa era de barro, de barro e cana.
As terras do senhor humedeciam
seu suor e seu pranto, dia após dia.
Mendigo jornaleiro como ele não houve
entre oliveiras, trigo, por uma côdea.
Sua casa era de barro, de barro e cana
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha
seu mundo era outro mundo trás da montanha.
Do amo eram as terras, caminho abaixo
as amoras e as flores desses rebaixos.
A mula e os arreios, o pão e o vinho
as árvores, as pedras e os caminhos.
Seu mundo era outro mundo trás da montanha
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha
ela trazia um filho nas suas entranhas.
Nunca nada foi seu, nada tiveram
por isso chorou tanto quando morreram.
Com suas próprias mãos cavou na terra
e seus sonhos, Manuel, deixou com ela.
Ela trazia um filho nas suas entranhas
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha
viram-no ir-se embora uma manhã.
Do amo era a oliveira em que o acharam
e a corda de esparto que desataram.
E o pedaço de terra onde apodrece
e o trigo que, na serra, na tumba cresce.
Sua casa era de barro, de barro e cana
chamavam-lhe Manuel, nasceu na Espanha.
eu penso que serà uma autobiografia do cantor!!!
mas hà mais...
5. O FERRO-VELHO
(Joan Manuel Serrat/Alexandre O’Neil)
Sempre de manhã
com chuva ou com sol
mesmo com frio ou nevoeiro
de ruela em ruela
ouvíamos gritar:
"Mulheres! Chegou o ferro-velho".
Todas as manhãs
te víamos chegar:
um grande saco às costas
um charuto apagado
um fato esfarrapado
a boina e as alpargatas.
E sempre, sempre seguido
pela canalha miúda
eras a grande atracção
tu, o teu saco e a canção...
Sou o ferro-velho
compro garrafas, papéis
compro trapos, roupa usada
guarda-chuvas, móveis velhos...
Sou o ferro-velho
os miúdos gritam e cantam
"Mau, já começo a chatear-me.
Não lhes disse a vossa mãe
que eu sou o homem do saco?"
E até à noite assim
de ruela em ruela
e de taberna em taberna
com os teus papéis
encharcado em vinho
voltarás à tua casa.
E voltas feliz
porque tudo compraste:
o peixe, o vinho, uma vela.
E um pouco de amor
que te deve ter dado
qualquer rameira velha.
Sem tempo para pensar
toca a dormir, sopra a vela.
E amanhã pelo mundo a girar
tu, o teu saco e a canção...
Sou o ferro-velho
compro garrafas, papéis
compro trapos, roupa usada
guarda-chuvas, móveis velhos...
Sou o ferro-velho
continuava a canalha
"Mau, já começo a chatear-me.
A vossa mãe não lhes disse
que eu sou o homem do saco?"
mas este aqui eu adoro.....deve ter sido em sonhos que ele escreveu isto.......!!
6. POEMA DE AMOR
(Joan Manuel Serrat/António José)
O sol olvidou-nos ontem
sobre a areia...
Envolveu-nos o rumor suave
do mar...
Teu corpo me deu calor
tinha frio...
E alí, na areia
entre nós dois nasceu este poema
este pobre poema de amor
para ti...
para ti...
Meu sonho em flor
na história do amor
mais eterno.
É humilde... gentil
é chuva de Abril
no inverno...
meu suave amanhã
meu velho refrã
dum poeta...
A fé que perdí
meu caminho e...
minha estrada.
Meu doce prazer
meu sonho de ver
tua imagem...
É a brisa a cantar
no sol a brilhar
na paisagem...
Meu manancial
de luz celestial
é a riqueza
que tenho ao olhar
meu ninho, meu lar
de nobreza...
Sem ti a meu lado
sou barco parado
na areia
onde eu te sentí
onde eu te escrevi
meu poema...
e agora o "cadeau"cantado em espanhol....
http://www.youtube.com/watch?v=Jz1cN...elated&search=
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