Após a revolução de Maio de 1926, a constituição de 1911 mantinha-se teoricamente em vigor, mas com alterações introduzidas por vários decretos ditatoriais, entre eles o respeitante à eleição do Presidente da República, que passou a ser feita por voto directo dos cidadãos eleitores. Assim, o general Óscar Carmona, único candidato às eleições presidenciais, foi eleito em 25 de Março de 1928 (cargo para que foi sucessivamente reeleito e que ocupou até à sua morte, em 1951). Vicente de Freitas foi nomeado chefe do governo e António de Oliveira Salazar, professor da Universidade de Coimbra que, fugazmente, já tinha passado pelo Ministério, foi chamado para o governo e assumiu a pasta das Finanças. Num curto espaço de tempo, com a reforma orçamental que empreendeu, conseguiu eliminar o défice, entre 1928 e 1929, verificando-se mesmo o equilíbrio orçamental e um ano económico positivo, o que muito contribuiu para o seu prestígio. Estes resultados ficaram a dever-se a medidas impostas pelo ministério das Finanças, como foram, por exemplo, o aumento dos impostos, o controlo geral das despesas do Estado, a fixação, para cada ministério, de uma dotação máxima das despesas e o exame prévio de todas as iniciativas governamentais que tivessem repercussão nas receitas e nas despesas. Apesar de se terem verificado francos progressos nas finanças, o regime republicano não se encontrava estabilizado e novas revoltas eclodiram em 1928 e 1931, na Ilha da Madeira, na Guiné e em Lisboa. Assistiu-se também a algumas tentativas de golpe de Estado.