Em Setembro de 1939, deflagrou a II Guerra Mundial, opondo a Alemanha nazi aos países aliados do Eixo formados pela Inglaterra, França, União Soviética e posteriormente, os Estados Unidos da América. O confronto saldou-se em dezenas de milhões de mortos e feridos, entre civis e militares, alterou a face política do continente europeu e o equilíbrio de forças a nível mundial.
A ocupação da Alemanha pelos aliados, depois da derrota alemã, a posterior formação dos blocos ocidental e de leste, na Europa, e o a conhecimento do genocídio praticado pelos nazis de Hitler foram alguns dos mais marcantes acontecimentos do pós-guerra.
Portugal manteve a «neutralidade» até porque nem aos interesses dos portugueses, nem aos britânicos era favorável outra posição. Mas a posição portuguesa, de quem a Inglaterra esperava uma neutralidade colaborante, é condicionada por factores internos e externos. Salazar defende a estabilidade dos regimes peninsulares e, por isso, a neutralidade ibérica.
Em 1943, Portugal cedeu aos aliados a base aérea das Lages, nos Açores, para essencial apoio à aviação americana. Com a derrota da Alemanha nazi e a consequente vitória dos países democráticos aliados, a oposição interna que já tinha desencadeado uma vaga de greves aquando da derrota da Itália fascista, espera que a Inglaterra obrigue o regime a democratizar-se, mas tanto esta como os Estados Unidos optam pela estabilidade peninsular.