Depois da II Guerra Mundial, o Mundo divide-se em dois blocos; o mundo capitalista e o mundo socialista, o primeiro liderado pelos E.U.A. e segundo pela União Soviética.
Ambos possuidores da temível bomba atómica, o Mundo receava que algum pretexto pudesse provocar uma nova guerra mundial. Vivia-se, assim, num clima de tensão, de «guerra fria», a que se chamou também «equlíbrio pelo terror». Este clima de medo conduziu os Estados Unidos, por um lado, e a URSS, por outro, a formarem alianças militares, e foi neste contexto que surgiram a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o Pacto de Varsóvia, respectivamente. Em 4 de Abril de 1949, os Estado Unidos, o Canadá e os países da União Ocidental assinaram em Washington, o Tratado de defesa e segurança. Salazar tentou usar da sua habilidade diplomática e tirar algum proveito do convite, apresentando algumas condições que não foram consideradas. No entanto, o repúdio pelo comunismo e o prestígio dos Estados Unidos, foram razões mais que suficientes para que Portugal assinasse o Pacto do Atlântico, passando em 14 de Abril de 1949, a ser membro de pleno direito da NATO, situação que até hoje perdura.