Desde a década de 20 até 1974, a população portuguesa cresceu cerca de 42%, ou seja, passou de seis milhões para oito milhões e meio. No entanto, este foi um aumento irregular, pois se até aos anos cinquenta foi contínuo e acentuado, nos anos 60, devido à emigração e à guerra colonial, a população decresceu. As zonas de maior crescimento médio foram as cidades de Lisboa e do Porto, Setúbal e Coimbra e, em geral, toda a faixa litoral.
A diminuição da população agrícola esteve relacionada com a procura de zonas de maior desenvolvimento industrial e de serviços, mas, fundamentalmente, com a emigração e a guerra colonial. Nos anos 60, Trás-os-Montes, Beira Interior e Alentejo chegam a apresentar taxas de decréscimo de 29% ao ano. Só em meados da década de 70 a população volta a crescer, pela redução acentuada dos níveis da emigração. Mas o crescimento natural reduz o seu ritmo e Portugal, na década de 80, entra no grupo dos países europeus envelhecidos.