Em 1947 é constituída a União Indiana, na sequência da retirada do domínio inglês. Desde 1953 que o governo da União Indiana vinha apresentando a Salazar a sua pretensão de integrar na «Mãe Índia» os territórios do chamado «Estado Português da Índia». Mas Salazar adiava a questão com argumentos formais e históricos. Como represália, os indianos impediram o acesso aos dois pequenos territórios portugueses de Dadrá e Nagar-Avely, que tinha de ser feito por território da União Indiana e, em 1954, proíbem todas as exportações para Goa, Damão e Diu.
Salazar ainda apelou em vão às obrigações da aliança luso-britânica e ao Tribunal Internacional de Justiça. Mas a reclamação de Portugal junto do Tribunal Internacional de Haia não impediu que, em 18 de Dezembro de 1961, os indianos ocupassem pela força aqueles territórios. O governo português, esperançado que estava em conseguir o apoio internacional, ordenou às forças portuguesas que resistissem e não se retirassem dos territórios de Goa, Damão e Diu.
Todavia, se por parte da União Indiana, a invasão militar se consumasse, a sua superioridade teria provocado uma enorme carnificina. Ciente das suas limitações, o governador-geral do Estado da Índia, o general Vassalo e Silva, ordenou a rendição das tropas portuguesas. Essa ousadia valeu-lhe, em 1963, a demissão das Forças Armadas, onde só viria a ser reintegrado depois da revolução de 25 de Abril de 1974. Só em 31 de Dezembro de 1974 Portugal assinou em Nova Deli um acordo que reconhecia a soberania indiana sobre os territórios de administração portuguesa.