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A política de obras públicas -
25/11/2007, 19h44
O desemprego, que mesmo durante o período do Estado Novo teve tendência para aumentar, foi, em grande parte, resolvido com a realização do plano de obras públicas, que se prolongou durante bastantes anos. Salazar pretendeu levar avante o desenvolvimento económico do país e, para isso, era fundamental a existência de boas vias de comunicação, modernos meios de transporte, a electrificação e a irrigação do país, além de outras infra-estruturas. Com esta finalidade, e também com o objectivo de propagandear o regime e aproveitar a mão-de-obra barata existente, iniciou-se um notável programa para a realização de obras públicas a cargo do Estado, para serviço da população, que conduziu mais tarde, na década de 50 e principalmente na de 60, ao progresso económico do país. A grande maioria das obras públicas deveu muito ao dinamismo e à capacidade de acção de Duarte Pacheco, ministro das Obras Públicas entre 1932 e 1936. Quanto à rede de caminhos-de-ferro , até aos anos 40 não se observaram grandes progressos, mas melhorou-se o material circulante e os serviços com a utilização de locomotivas a diesel e, depois, com a electrificação das vias férreas, principalmente na década de 60. Em 1959, em Lisboa, procedeu-se à instalação do primeiro troço de metropolitano. A rede viária foi muito melhorada. Na década de 20, havia cerca de 13 000 km de estrada. Em 1950, havia 26 000 km e, em 1968, cerca de 30 000 km. Inaugurou-se, nos anos 40, o primeiro troço de auto-estrada e a estrada marginal de Lisboa para Cascais.
A construção de pontes também foi muito importante. Entre outras, construíu-se a ponte sobre o Douro, no Porto (1963) e inaugurou-se a ponte sobre o Tejo, em Lisboa (1966), a maior ponte suspensa da Europa. Aumentou-se, de forma notória, a rede telegráfica e telefónica. Cuidou-se dos portos, do seu equipamento e alargamento, do prolongamento das docas e cais e das gares marítimas (Alcântara, Rocha do Conde de Óbidos), do aprofundamento das águas e de outros benefícios.
Para electrificação, construíram-se barragens hidroeléctricas (Castelo de Bode, Cabril, Paradela). Outras obras públicas, de carácter social e assistencial, foram feitas. Iniciou-se a construção de bairros de casas económicas (Encarnação, Alvito, Arco do Cego, Madre de Deus), alguns de casas pré-fabricadas e habitações sociais. Estruturaram-se ou restruturaram-se planos municipais de urbanização, evidenciando modernização, renovação e novas concepções estéticas, como aconteceu, por exemplo, em Lisboa. Refira-se a abertura de avenidas, praças (praça do Areeiro) e bairros, como o de Alvalade. Os municípios tiveram também uma acção muito importante na feitura de muitas obras, devendo salientar-se o papel desempenhado por engenheiros e arquitectos, alguns de inspiração nacionalista, em obras onde frequentemente predominavam temas históricos, bem como obras monumentais e outras mais ligados à moderna arquitectura europeia.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
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