A literatura
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Par défaut A literatura - 25/11/2007, 19h41

O segundo modernismo dos anos 30 é divulgado, na literatura, pela revista Presença. Publicada entre 1927 e 1940, primeiro em Coimbra, depois no Porto e por fim em Lisboa, foi a Presença uma revista literária portuguesa, fundada por Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões e José Régio. O primeiro abandonou-a em 1930, juntamente com os colaboradores Adolfo Rocha (Miguel Torga) e Edmundo de Bettencourt.
Conjuntamente com a Orpheu, foi a Presença uma das revistas fundamentais da literatura portuguesa do século XX. Órgão do chamado segundo modernismo, assumindo-se como «folha de arte e crítica», teve um papel fundamental na difusão do grupo do Orpheu, tomando como mestres os escritores do primeiro modernismo português, como foi o caso de Pessoa, Sá-Carneiro, Almada Negreiros.
Tendencialmente mais crítica que criativa, apesar da vasta obra poética de alguns dos seus colaboradores, a revista contou com nomes como os de Adolfo Casais Monteiro, seu director após a saída de Branquinho da Fonseca, Carlos Queirós, António Botto, António Navarro, Saul Dias e Francisco Bugalho. Promoveu ainda os escritores internacionais da primeira metade do século XX como Proust, Valéry, Apollinaire ou Pirandello. E estabeleceu o intercâmbio literário com o Brasil, revelando alguns dos seus escritores.
Os presencistas pretendiam, por oposição ao academismo literário e jornalístico da época, criar uma arte viva, desenvolver uma crítica e um ensaísmo livres que permitissem a afirmação da individualidade e da intuição pessoais, propósitos que constam, desde logo, do artigo «Literatura Viva», de José Régio, que abriu o primeiro número da revista.
Em Portugal, a literatura neo-realista afirmou-se em inícios dos anos 40, sob influência dos escritores regionalistas e neo-realistas brasileiros como, por exemplo, Jorge Amado. Em Portugal, destacou-se Ferreira de Castro, que foi considerado seu precursor, logo seguido de Alves Redol, Carlos de Oliveira, Fernando Namora, Soeiro Pereira Gomes, Manuel da Fonseca e Romeu Correia, entre outros. A promoção dos desfavorecidos e humildes, a análise das condições de vida de camponeses e operários, e ainda das condições históricas que as originaram, foram alguns dos seus temas mais frequentes. Estas questões sociais e políticas adquiriam um significado especial no contexto político português do Estado Novo.
Para além do grupo da Presença e dos escritores neo-realistas, muitas outras tendências se manifestaram na literatura portuguesa durante a vigência do Estado Novo. Alguns romancistas, por vezes simultaneamente poetas, publicaram obras notáveis - foi o caso de Irene Lisboa, José Rodrigues Miguéis, Miguel Torga, que abandonou a Presença, Jorge de Sena, Vitorino Nemésio, Sophia de Mello Breyner, Ruy Cinatti, José Gomes Ferreira, Eugénio de Andrade, David Mourão-Ferreira, Vergílio Ferreira, este ligado a uma corrente existencialista, José Cardoso Pires, Urbano Tavares Rodrigues, Carlos de Oliveira, Augusto Abelaira. No teatro, destacaram-se Bernardo Santareno, Luís Francisco Rebelo e Miguel Barbosa. Embora tardio, o surrealismo em Portugal vive pela pena de José-Augusto França, Mário Cesariny e Alexandre O'Neill.
Agustina Bessa-Luís, escritora inovadora, é ainda hoje uma referência na literatura portuguesa. São ainda de destacar Herberto Helder, Ruy Belo, Ruben A., Fernanda Botelho, Maria Velho da Costa, António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Nuno Bragança.


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