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A indústria até à década de 60 -
25/11/2007, 19h40
Terminada a II Guerra Mundial, todos os países se encontravam a braços com um processo de reconstrução interna, pelo que se assistiu ao espantoso desenvolvimento económico. Menos afectado que os outros pelo conflito, mesmo assim Portugal, auferiu alguns benefícios, que não foram suficientes para tirar o país do atraso, em que na década de 50 se encontrava, face a uma Europa desenvolvida, principalmente no sector primário. A agricultura mantinha-se precária e tradicional, onde a fraca mecanização se aliava à parca produtividade, essencialmente vocacionada para a auto-suficiência. Se, durante a guerra, o saldo da balança comercial tinha sido positivo, graças à exportação de alguns produtos necessários aos países em conflito, como o volfrâmio, ao acumular de reservas de ouro e à estabilidade monetária, agora a situação tinha de ser alterada e só o incremento industrial podia permitir o progresso nacional.
Desde a década de 30 que a indústria se apresentava como o sector mais dinâmico da economia portuguesa (em 1931 realizou-se o I Congresso de Engenharia e em 1933 o I Congresso da Indústria), embora a agricultura fosse ainda o sector produtivo dominante. Apesar da política de condicionamento industrial, logo na década de 30 surgem importantes empresas industriais: Soda Póvoa, Lusalite, Covina, Sacor. A campanha do Trigo serviu para desenvolver as indústrias químicas de adubos e metalúrgicas de alfaias agrícolas.
Mas é preciso esperar pelo final da II Guerra Mundial para que o governo de Salazar, integre na sua estratégia de desenvolvimento económico, um programa de industrialização do país (a lei de Fomento e Reorganização Industrial de Dias Ferreira em 1945). Nas décadas de 50 e 60, com os planos de fomento, assistiu-se a um acentuado crescimento do sector industrial nacional.
Os Planos de Fomento, (de 1953-58, 1959-64, 1965-67, e de 1968-73) tinham por objectivo garantir ao país um desenvolvimento económico sustentado. A fim de evitar o excesso de importações e aumentar as exportações, desenvolviam-se indústrias como as químicas, metalúrgicas, siderúrgicas, as de celulose, cimento e construção naval, e apoiaram-se os grandes grupos económicos como a CUF, o grupo Champalimaud, e os bancos, entre eles o Banco Espírito Santo, o Banco Português do Atlântico, o Banco Nacional Ultramarino, o Banco Borges e Irmão, o Banco Lisboa e Açores e o Banco Sotto Mayor. Em 1960, com a integração de Portugal na EFTA, (Associação Europeia de Comércio Livre), liberalizou-se o investimento estrangeiro e nos anos seguintes as receitas da indústria do turismo, entretanto dinamizada, e o aumento da entrada de divisas dos emigrantes serviram para esconder os impasses políticos e económicos dos meados da década de 60.
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