A imprensa clandestina
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Par défaut A imprensa clandestina - 25/11/2007, 19h40

A censura prévia à imprensa periódica é logo instituída com o golpe militar de 28 de Maio de 1926. Grande parte dos periódicos acabou por desaparecer, mas alguns decidiram manter-se, mas na clandestinidade.
Logo, de 1926 a 1928, a imprensa «reviralhista» que ataca a ditadura militar e defende os princípios republicanos democráticos mantém-se activa, muitas vezes editada por núcleos de resistência «reviralhista» no estrangeiro (O Libelo e A Revolta foram algumas das folhas publicadas). Todos os jornais comunistas que se publicavam em 1926 interromperam a sua publicação (O Comunista, Bandeira Vermelha e o Trabalhador Rural). A 1 de Maio de 1929 inicia-se a publicação de O Proletário, mas após 40 números acaba por ser suspenso pela censura. Só em 1931 (15 de Fevereiro) sai o primeiro número do Avante!, órgão oficial do Partido Comunista Português que, com vários períodos de interrupção por perseguição da polícia política, se mantém na clandestinidade até Abril de 1974, quando se põem termo à censura.
O jornal A Batalha, órgão do anarquismo português ou «porta-voz da organização operária portuguesa», como se intitulava, fundado em 1919 e com 2556 números publicados, foi encerrado pelo governo da ditadura militar em 26 de Maio de 1927. A partir de 1934 entra na clandestinidade e vai-se publicando até 1949, reaparecendo em 1974, agora já sem medo da censura. Publicações da unidade antifascista que congregava várias correntes oposicionistas (FPP, MUNAF, FPLN, MND) aparecem clandestinamente, algumas produzidas em Argel. Também depois da criação da Acção Socialista Portuguesa, em 1964, aparece o Portugal Socialista, impresso em Itália e que se mantém na clandestinidade até 1973. Na década de 60, grupos de extrema esquerda em ruptura com o PCP publicam clandestinamente vários títulos (Revolução Portuguesa, Acção Popular, O Proletário).
Até os «católicos progressistas», contestatários do regime e que se organizam melhor depois da carta do bispo do Porto, em 1958, vêem as suas publicações suspensas e os responsáveis presos (Cadernos GEDOG, Boletim Anti-Colonial).


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