O Partido Africano Para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), dirigido por Amílcar Cabral até 1973 e, depois, por Aristides Pereira, conduziu a luta contra o colonialismo português. Apesar de existir uma estratégia de unidade para os dois territórios, e devido à geografia das ilhas de Cabo Verde, foi no território da Guiné que o combate se travou, a partir de 1963.
A iniciativa militar e estratégica pertenceu sempre ao PAIGC, que cedo tomou conta de importantes parcelas do território e começou a organizar administrativamente as populações. A grande progressão militar do exército rebelde, no final dos anos 60, a utilização de mísseis terra-ar, que diminuíu a operacionalidade da força aérea portuguesa, a partir de 1973, levaram os guineenses à proclamação da República da Guiné-Bissau. O general Spínola, à frente das tropas portuguesas na Guiné, entre 1968 e 1973, não conseguiu inverter a situação e a ONU reconheceu, oficialmente, o PAIGC em 1973.