Sob a direcção de Eduardo Mondlane, assassinado em 1969, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) passou a dominar a guerra colonial contra os portugueses, naquele território. A guerrilha moçambicana foi conduzida por Samora Machel a partir de 1970. Fez uso de grandes meios militares e conseguiu impedir as tentativas do exército português para travar o seu progresso para o sul do território.
Em 1970, a operação «Nó Górdio», concebida pelo general Kaúlza de Arriaga, tentou contrariar a implantação da FRELIMO na região de Cabo Delgado, mas, nos primeiros meses de 1974, a situação militar era vantajosa para os rebeldes, apesar das declarações triunfais dos militares e do governo português. O testemunho de missionários europeus, em Moçambique, sobre os massacres de populações civis cometidos pelos portugueses na província de Tete (com destaque para o de Wiriamu, em 1972), levou a imprensa internacional a relatar os horrores da guerra colonial e fez aumentar a pressão sobre o regime português.