Foi a União dos Povos de Angola (UPA) (a futura Frente Nacional de Libertação de Angola, FNLA, de Holden Roberto) que iniciou o confronto armado contra a presença portuguesa naquele território, em 1961. Mas a principal organização a intervir na guerra foi o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por Mário Pinto de Andrade e depois por Agostinho Neto.
Para além da FNLA e do MPLA, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), de Jonas Savimbi, apresentava-se como terceira força militar no terreno. Sempre divididos, os movimentos angolanos combateram mesmo entre si, ao mesmo tempo que faziam uma guerra de guerrilhas ao exército português, de forma mais intensa entre 1966 e 1972. Do lado português, a evolução da guerra obrigou ao recurso a novos métodos de actuação, como os bombardeamentos aéreos e a utilização de tropas especiais africanas preparadas para a guerrilha. As divisões entre as várias etnias e as divisões políticas entre os independentistas levaram a que, por altura do 25 de Abril de 1974, a situação militar em Angola fosse relativamente favorável aos portugueses.