Com a intenção de executar o projecto conhecido como Mapa Cor-de-Rosa, depois de 1886, sucederam-se as expedições portuguesas em África.
Inglaterra, que se opunha a este projecto e que, desde 1887, reclamava o direito de soberania sobre os territórios englobados no mapa, resolveu, a 11 de Janeiro de 1890, apresentar um ultimato, exigindo a imediata retirada das nossas tropas daquela região.
O rei D. Carlos, com a anuência do Conselho de Estado, a pretexto de evitar um corte de relações entre Portugal e a Inglaterra, decidiu ceder às exigências do ultimato.
A cedência foi considerada uma tremenda humilhação para os portugueses, logo aproveitada pelo Partido Republicano que, além de repudiar a sobranceria inglesa, denunciava a fraqueza e a cobardia do governo e dos partidos do regime monárquico. Sucederam-se as manifestações nas ruas e as acusações e protestos nos jornais. O governo demitiu-se. Foi lançada uma subscrição pública para a compra de um cruzador (o «Adamastor»), boicotaram-se os produtos ingleses e os acordes de A Portuguesa, que viria a ser o hino da República, ouviram-se pela primeira vez. O clima era de insurreição.