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O realismo -
25/11/2007, 18h46
No seio da segunda geração romântica portuguesa, na década de 1850, surgira já a abordagem de temas actuais de um modo realista e em que se revelavam preocupações sociais. Foi, no entanto, a Geração de 70 que introduziu, em Portugal, o realismo ou naturalismo na literatura, segundo técnicas literárias baseadas na observação e descrição da realidade, em moldes objectivos e científicos. Coube a Eça de Queirós defini-lo, na quarta das Conferências do Casino. Nas suas palavras, «...o realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos... - para condenar o que houver de mau na nossa sociedade...O romance tem de nos transmitir a natureza em quadros exactíssimos, flagrantes, reais.»
A poesia de combate de Guerra Junqueiro, que se servia da crítica e da sátira para demolir o clericalismo e a monarquia; a poesia de Cesário Verde, com o seu recurso a motivos do quotidiano; o teatro de intenção social, que abordava temas como o clero, o casamento civil, o adultério e o divórcio; os romances de Eça de Queirós, que nos dão uma visão crítica da sociedade burguesa, sobretudo da lisboeta, podem ser considerados exemplos, a vários níveis, de uma literatura realista, de actualidade, e mais ou menos empenhada socialmente.
O realismo e, depois, o naturalismo, tiveram também repercussões noutras artes. Paris foi o núcleo de formação de pintores como Silva Porto e João Marques de Oliveira. Instalou-se na pintura portuguesa um naturalismo com predominância da temática rural. Desenvolveram-se alguns núcleos, como o Grupo do Leão, em Lisboa, que envolvia Columbano, Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa, entre outros. Salientem-se ainda Artur Loureiro, Aurélia de Sousa, Henrique Pousão e António Carneiro, que se aproximou já de valores do modernismo. O naturalismo predominou também na escultura, com figuras como Soares dos Reis ou António Teixeira Lopes.
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"La seule chose promise à l'échec est celle que l'on ne tente pas"
"La conscience est la lumière de l'intelligence pour distinguer le bien du mal"
** Confucius : Philosophe chinois **
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