A sucessão a D. João VI constituíu um problema melindroso. D. Pedro, o filho mais velho, era imperador do Brasil, e <3610<1175,D. Miguel, o filho mais novo, assumia-se como paladino do absolutismo e encontrava-se exilado em Viena de Áustria.
O rei morreu, a 10 de Março de 1826, sem resolver o problema da sucessão, remetendo-o para um Conselho de Regência provisório, presidido pela sua filha, a infanta D. Isabel Maria. Após a morte de D. João VI, o Conselho de Regência enviou ao Brasil uma delegação para se encontrar uma solução definitiva.
D. Pedro considerava-se o legítimo herdeiro da coroa portuguesa. No dia 26 de Abril de 1826, confirmou a regência provisória de sua irmã, a infanta D. Isabel Maria, e três dias mais tarde concedeu aos portugueses um novo texto constitucional: a Carta Constitucional. Abdicou, a 2 de Maio, dos seus direitos à coroa portuguesa em favor da sua filha mais velha, a princesa D. Maria da Glória, de sete anos de idade, que teria de casar com o tio, o infante D. Miguel. Este deveria regressar a Portugal e assumir a regência do reino depois de jurar o cumprimento da Carta Constitucional.