O primeiro rotativismo partidário -
25/11/2007, 18h44
Com a Regeneração, surgem na cena política portuguesa os progressistas. Este grupo político deu origem a dois partidos: o Partido Progressista Regenerador e o Partido Progressista Histórico.
Foram estes dois partidos que, a partir de então, passaram a dominar a vida política portuguesa, absorvendo, em grande parte, as antigas facções políticas, alternando-se no poder e dando, assim, origem ao sistema bipartidário de governação em Portugal.
O Partido Histórico apresentava-se como mais liberal e progressista do que o Partido Regenerador. Muitos antigos cartistas repartiram-se pelos dois partidos, apesar de se manter a facção cartista, que se aliou depois aos históricos, até à década de 60. Os antigos setembristas e patuleias passaram a apoiar ou a integrar os históricos. Os dois partidos apresentavam divergências significativas, sendo, no entanto, ambos defensores do desenvolvimento material do país. Da sua oposição não resultava uma verdadeira alternativa de poder e, devido a indefinições programáticas e insuficiências organizativas, não praticaram uma perfeita alternância governativa. São disso testemunho as várias coligações que fizeram entre si e as alianças com cartistas e legitimistas a que recorreram na constituição do governo.
O sistema bipartidário e a alternância dos partidos no poder foram responsáveis por um certo convencionalismo e imobilismo políticos mas concorreram, decididamente, para a estabilidade política da Regeneração, entre 1851 e 1868.