O Romantismo surgiu, em Portugal, associado ao triunfo da revolução liberal e muito ligado ao seu ideário. Assumiu-se como um movimento cultural que se propunha educar a opinião pública na adopção dos novos valores que moldavam a sociedade burguesa. Valorizava a cultura popular e o passado, visando a procura da identidade nacional e a legitimidade da nova ordem política e social, ao mesmo tempo que dava azo à afirmação do indivíduo, através da exposição dos sentimentos pessoais.
A primeira geração romântica teve como principais representantes Almeida Garrett e Alexandre Herculano. Almeida Garrett distinguiu-se como poeta lírico e como dramaturgo. Fez uma recolha de literatura oral popular, que publicou em dois livros (Romanceiro e Cancioneiro Geral). Reformou o teatro, a que se atribuía, na época, um importante papel educativo, promovendo a fundação do teatro D. Maria II, da escola de teatro e criando um reportório dramático baseado em temas nacionais. Alexandre Herculano afirmou-se na poesia de fundo intimista e religioso e no romance histórico.
Desempenhou ainda um papel decisivo no estudo e divulgação da história de Portugal, género que alcançou grande projecção por via da pesquisa dos fundamentos da nação ou da explicação e legitimação do novo regime. Foi ele o fundador da moderna historiografia portuguesa.