O movimento contra-revolucionário -
25/11/2007, 18h18
A oposição absolutista ao regime liberal foi chefiada pela rainha D. Carlota Joaquina, mulher de D. João VI, que tinha residência fixa no palácio do Ramalhão, em Sintra, por se ter recusado a jurar a Constituição de 1822. O príncipe D. Miguel e o cardeal-patriarca foram também figuras cimeiras do movimento.
O regresso de D. João VI, a saída dos ingleses e a reconversão do Brasil à situação de colónia eram exigências que tinham o consenso nacional, favorável à revolução liberal. Todavia, o carácter democrático da constituição vintista e a oposição radical às instituições e classes dominantes do Antigo Regime, por um lado, e o agudizar da crise económica e a perda da nossa principal possessão ultramarina, por outro, geraram um clima generalizado de descontentamento e de revolta propício à contra-revolução, encabeçada, precisamente, pelo clero e pela nobreza tradicionais, as classes que teriam vantagens com a restauração do absolutismo.