A partir da revolução de 1820, deu-se um rápido aumento do número de jornais. Este surto do jornalismo deve-se à liberdade de imprensa então decretada (apesar de esta passar, depois, por diversos contratempos) e ao propósito dos liberais de formar uma opinião pública. Criar o gosto pela leitura, a necessidade de informação e o hábito de reflexão sobre informações e opiniões escritas eram as metas a atingir.
Nessa conformidade, o desenvolvimento da imprensa não está só ligado ao debate das ideias políticas, como também à difusão de conhecimentos úteis, no que respeita à publicação de notícias e à divulgação da ciência e da literatura. Este tipo de jornalismo científico e literário encontrava leitores nos escalões sociais da elite culta e usava uma linguagem mais ou menos especializada, consoante o público a que se destinava. Publicavam-se ainda jornais meramente recreativos ou de informação (sobre música e sobre teatro) e de outros géneros. Mas foi sobretudo o jornal de grande divulgação, resultante do desenvolvimento que se verificou na imprensa periódica, a partir da década de 60, que mais concorreu para a informação da população urbana, em geral, ao dar-lhe conhecimento do que se passava no país e no mundo. Contribuíram em grande parte, para isso, o uso de ilustrações e, mais tarde (princípios do século XX), da fotografia, na imprensa periódica. O Diário de Notícias, fundado em Lisboa em 1865, e O Primeiro de Janeiro, que surgiu no Porto em 1868, são exemplos de jornais de grande expansão.